\imprensa Viva
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A dificuldade em admitir um engano de alguns, após toda uma vida de ilusão


A estupidez humana é algo que está sempre a nos surpreender. As tragédias que permeiam a história da humanidade só se tornaram realidade graças à capacidade de pessoas astutas em convencer pessoas incautas. E idiotas.

A maioria da população mundial é suscetível à uma série de "encantos". E quanto menor o grau de instrução, mais suscetíveis se tornam ao doutrinamento de oportunistas, seja no campo religioso, político ou ideológico. As massas, sem esta peculiaridade, a estupidez, inviabilizariam o surgimento de pessoas como Mao Tsé-tung, Hitler,  ou Stalin. Juntos, os três dizimaram mais de 120 milhões de pessoas, mas não fizeram todo este estrago sozinhos. Por mais que pareça absurdo, conseguiram convencer milhões de pessoas, os idiotas úteis, de que o que estavam fazendo era correto.

A anuência do ser humano em relação a qualquer tipo de comportamento coletivo tem a ver com o fato de se tratar de uma raça gregária, que precisa estar conectada a algo, feito um rebanho estúpido.

Em algum tempo no passado da história recente do Brasil, era bacana ser comunista ou socialista. No auge da ditadura, estava mais do que claro que haviam duas correntes ideológicas em busca da hegemonia. Nenhuma estava propriamente certa ou de todo errada. A depender do tipo de sujeito, uma ou outra era a mais adequada. Os desocupados tendiam a pender para a esquerda e os que tinham mais o que fazer, para a direita.

Por fim, a direita resolveu acabar com as intrigas e permitiu a volta da democracia. Foram os militares, em tempos de paz, que restauraram a democracia. Os representantes da esquerda foram todos derrotados, mas fizeram questão de posar de "vencedores". De lá para cá, milhares de pessoas se permitiram enganar pelas promessas dos falsos líderes, que prometiam romper com o cruel sistema de distribuição de riquezas no país. Mas quem de fato fez algo neste sentido, sobretudo no varejo, foram os simpatizantes da direita. Pessoas empreendedoras que abriram seus pequenos negócios e prosperaram, gerando milhões de empregos em todo o país.

A esquerda preferiu se associar aos banqueiros, empreiteiros, doleiros, laranjas e corruptos de toda sorte para, como uma forma de vingança, experimentar tudo que o vil metal poderia comprar. Passaram a bajular os velhos vampiros da política nacional e começaram a roubar como se o mundo fosse acabar amanhã, apenas para manterem-se no poder. As mentiras permaneceram as mesmas, já que os indivíduos, essencialmente enganáveis, também permaneciam os mesmos.

Hoje, muitos deles se deparam com a cruel realidade de terem sido enganados durante toda uma vida. Tentam justificar o engodo de que foram vítimas, tentam tornar os ideais de outrora mais maleáveis apenas como forma de engolir o bolo amargo servido por seus ídolos corruptos. São obrigados a defender ladrões, enquanto são forçados a atacar os verdadeiros representantes da justiça de seu país, aqueles que recuperam bilhões do dinheiro que seus ídolos roubaram e devolvem ao povo.

Enquanto isso, as pessoas mais sensatas, mais racionais e que tem mais o que fazer, seguem esperando que se instaure a ordem democrática de verdade, pouco se importando se este ou aquele cai em desgraça e vai preso. Pessoas sensatas não têm corruptos de estimação. Gente de bem não defende bandido. Somente pessoas de caráter são capazes de mudar de opinião, de reconhecer seus erros, de erguer a cabeça e seguir em frente. Talvez por este motivo, não se sintam arrependidas, humilhadas ou envergonhadas. E melhor, ainda encontram vigor para acreditar no amanhã.
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