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Gilmar Mendes quer que STF controle delações premiadas e levanta suspeitas de vazamentos


Na foto, Ideli Salvatti entrega a vice-procuradora-geral da
República, Ela Wiecko, pedido de cassação de Jair Bolsonaro 


O vazamento de anexos da proposta de delação da empreiteira OAS na última semana precipitou uma crise entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo a PGR, que suspendeu as tratativas relativas ao acordo de delação, o vazamento continha a citação de um ministro do STF, Dias Toffoli e tinha por objetivo acelerar o fechamento do acordo com a empreiteira. A manobra foi refutada pelos membros da Lava Jato e pelos integrantes da PGR.

Negociações interrompidas.

Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) suspendeu as negociações de delação premiada do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e de outros executivos da empresa. A determinação para suspender as tratativas veio do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de informações sobre conversas entre o empresário e os investigadores da Lava Jato.

Mendes quer STF no meio do "borogodó"

Diante do mal estar causado pelo vazamento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de forma extremamente grosseira e antecipada, chegou a acusar os membros da Lava Jato pelo vazamento, amplificando o conflito com o Ministério Público Federal e oSTF.

Vesta terça-feira, 30, o Gilmar Mendes defendeu que a Corte atue na definição de regras para as delações premiadas. Para o ministro, os bastidores em torno dos acordos "é um mundo de intrigas", de "desinteligências".

"Isso precisa ser realmente examinado. Acho que em algum momento, a gente vai ter que ter algum tipo de questão de ordem para balizar tudo isso, porque é um mundo de intrigas, de desinteligências. Acho que o próprio tribunal que homologa fica às vezes numa má luz", comentou Gilmar Mendes a jornalistas antes de participar da sessão da Segunda Turma do STF.

"Essas tratativas são sempre sigilosas. O que a gente percebe é que há um fogo cruzado muito intenso. Ao invés de forças externas, estava me lembrando das forças ocultas do Jânio, tem também as forças internas. Quer dizer, sabe-se lá como isso funciona", completou o ministro do STF, citando as pressões que levaram à renúncia do ex-presidente Jânio Quadros, em 1961.

As suspeitas sobre a "vazadora" oficial da PGR

As insinuações de Gilmar Mendes coincidem com a informação de que a procuradora Ela Wiecko Volkmer de Castilho, número dois de Rodrigo Janot, possa ser a "vazadora" de delações da PGR. Ela Wiecko participou em junho passado, em Portugal, de uma manifestação que pedia “Fora Temer” e denunciava o suposto golpe em curso no Brasil.

A procuradora assessorava o ministro Teori Zavascki, relator dos processos do petrolão no Supremo Tribunal Federal, e acabou obrigado a pedir demissão após a descoberta de que assinara um manifesto em favor do ex-presidente Lula.

Ideologicamente alinhada com os regimes de esquerda, incluindo ditadores tiranos como Fidel Castro, a procuradora fez uma grave revelação durante entrevista à revista Veja nesta terça-feira, 30:

"Pelas coisas que a gente sabe do Temer, não me agrada ter o Temer como presidente. Não me agrada mesmo. Ele não está sendo delatado? Eu sei que está. Eu não sei todas as coisas a respeito das delações, mas eu sei que tem delação contra ele", diz a petista da PGR

Na prática, Ela Wiecko vazou informações à revista ao afirmar "eu sei que tem delação contra ele", ao se referir à Temer.


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