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BNDES emprestou R$ 50,5 bilhões para obras fora do país. Odebrecht ficou com 82% do total


O TCU (Tribunal de Contas da União) realizou uma auditoria prévia em 140 grandes obras fora do país financiadas pelo BNDES e constatou que o banco gastou R$ 50,5 bilhões entre 2006 e 2014. O valor é superior aos empréstimos feitos para empresas no Brasil, algo completamente incompatível com a natureza de fomentar o desenvolvimento da economia do país.

A maior parte dos recursos foi destinada em obras de infraestrutura como rodovias, portos e aeroportos em países da África e da América Latina. Tudo isso sem que tenham sido feitas análises adequadas sobre o risco dos empréstimos não serem pagos.

Diante das discrepâncias, o TCU resolveu passar um pente-fino nos negócios do banco e deu um prazo de 90 dias para que o BNDES e outros órgãos ligados aos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores apresentem documentos sobre todos os empréstimos.

Os dados preliminares reforçam as suspeitas de que o PT usou o banco para  financiar ditadores, dar dinheiro a financiadores de campanha e privilegiar países governados por corruptos e alinhados com os regimes de Lula e Dilma.

Os números do TCU apontam que 99% dos empréstimos ficaram com cinco grandes empreiteiras, todas envolvidas na Lava Jato, sendo que a Odebrecht ficou com 82% do total. Os países que mais receberam investimentos foram Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões), Argentina (R$ 8 bilhões), República Dominicana (R$ 8 bilhões) e Cuba (R$ 3 bilhões).

Os dados obtidos nesta primeira fase da auditoria revelam que os governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff fizeram uso do dinheiro dos brasileiros para beneficiar ditadores, empreiteiros corruptos e receber doações milionárias para suas campanhas. A nova presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, já manifestou seus planos de efetuar uma devassa nos negócios do banco nos últimos anos.

O veio das investigações sobre os esquemas de Lula e Dilma no BNDES já foi aberto pelo Ministério Público Federal em Brasília, após a denúncia oferecida contra o ex-presidente pelos procuradores Ivan Cláudio Marx e Luciana Loureiro no último dia 10. Pelo teor da denúncia, é perfeitamente possível supor que os esquemas de Lula e Marcelo Odebrecht na Angola não teriam ocorrido sem a conivência de Dilma.
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