\imprensa Viva



O ex-presidente Lula é um cara tão escorregadio que nem mesmo diante de um juiz consegue dizer a verdade. Durante seu depoimento à Justiça de Brasília no início do ano, o petista se enrolou todo para responder a uma simples pergunta: qual é a sua renda mensal?

O petista se atrapalhou todo:“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor", escapou o petista de dizer a verdade. Na ocasião, Lula tinha R$ 9 milhões aplicados em planos de previdência e Marisa Letícia, falecida um mês antes, outros R$ 11 milhões.

Neste fim de semana, começou a circular na internet uma cópia do contracheque do petista de sua aposentadoria como perseguido político. O documento indica que Lula deve embolsar nada menos que R$ 45.065,29 neste mês de dezembro. O petista recebe há anos o dinheiro do contribuinte por conta de sua atuação política e sindical nos anos 80, quando foi preso durante 30 dias por conta da sua atuação durante uma greve no ABC. 



O ex-presidente Lula sofreu mais uma derrota em sua cruzada para fugir do juiz Sérgio Moro. O receio do petista é o de que o magistrado possa pedir sua prisão logo após a confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), prevista para o início do próximo ano,

Quem impôs a mais recente derrota de Lula desta vez foi o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado rejeitou um novo pedido o petista para declarar o juiz Sergio Moro como suspeito em processos da Lava-Jato que o envolvem. A derrota desta vez é dupla. Fischer concordou com decisão anterior do próprio TRF-4, que também recusou a tese de que a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada por Moro, não poderia processar o petista por fatos ocorridos durante o seu mandato, em Brasília.

O ministro do STJ afirmou que não há ilegalidade na deliberação do TRF-4, e o meio processual escolhido não era adequado para o exame da suspeição de Moro ou da suposta incompetência da Vara Federal em Curitiba. A questão ainda permeia três agravos em recurso especial — recursos em que o pedido, aí sim, deve ser analisado, de acordo com o magistrado.

Por meio de sua defesa, Lula alegava que a postura de Moro durante as audiências da ação penal contra o petista na Lava-Jato eram "fatos novos". Desta forma, na visão dos advogados de Lula, o novo material poderia balizar uma nova análise da suspeição de Moro e demonstraria a parcialidade do juiz no processo.

Segundo o ministro Fischer, os "fatos novos" alegados deveriam ser analisados antes em instâncias inferiores, não no STJ de imediato. O magistrado também ressaltou que alegações sobre a postura do de Moro estão relacionadas à atividade jurisdicional e não são causas para suspeição. Há meio processual próprio para avaliar eventuais equívocos na magistratura, segundo ele.

Na decisão, o ministro do STJ frisou que a complexidade do pedido exigiria ampla análise das provas para verificar a suposta incompetência, o que não é possível por meio do instrumento jurídico de habeas corpus. Nestes casos, a prova da ilegalidade deveria ser demonstrada na ação da defesa, o que não foi cumprido, na avaliação de Fischer.

Para ele, o ponto central da controvérsia já havia sido apreciado, e o TRF-4 agiu corretamente ao negar o pedido da defesa de revisar a suspeição de Moro. Embora Lula esteja nas mãos do TRF-4, que julga sua condenação em Segunda Instância, Lula teme que Moro peça sua prisão imediata, após a confirmação de sua condenação no TRF-4.



O ex-presidente Lula está em contagem regressiva para se tornar inelegível. Condenado pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro na primeira instância, o petista precisa ter sua condenação confirmada na segunda instância. O julgamento está sendo feito pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o (TRF-4).

O julgamento destes casos têm um trâmite demorado. Moro condenou Lula no dia 12 de julho de 2017. A sentença que impôs nove anos e seis meses de prisão ao petista chegou nas mãos dos desembargadores do TRF4) no dia 23 de agosto, após mais de 40 dias, a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex chegou à Corte de apelação.

O relator dos recursos nesta Corte costuma gastar pouco mais de três meses para concluir seu voto sobre os recursos relativos à ações da Lava Jato. No dia 3 de dezembro, o desembargador João Pedro Gebran Neto, Relator responsável pela Operação Lava Jato na 8.ª Turma do TRF4, concluiu seu voto sobre a ação penal em que o petista foi condenado na primeira instância. A partir deste voto, as coisas andam mais depressa no colegiado baseado em Porto Alegre.

Com base em estudos sobre os trâmites dos processos na 8ª Turma da Corte,  o tempo médio entre o término dos votos do desembargador João Pedro Gebran Neto e o julgamento é de 73 dias. Sendo assim,  a previsão é a de que a decisão final sobre a condenação de Lula na Segunda Instância sai logo nos primeiros meses do ano que vem, mesmo considerando uma margem de 60 dias a mais em favor do petista.

Neste cenário, Lula cai na Lei da Ficha Limpa e se torna inelegível. O petista e dirigentes do PT consideram adotar medidas desesperadas na tentativa de judicializar o processo com recursos apelatórios, de modo a ganhar tempo pelo menos até  o limite do prazo para registro de candidatura, que termina em 15 de agosto. O problema é que há uma forte pressão popular para que a Justiça impeça que um criminoso condenado consiga registrar uma candidatura à Presidência da República do Brasil. As autoridades também preveem embaraços internacionais e danos à imagem do país, caso um criminoso condenado por corrupção e alvo de nove processos na Justiça concorra ao cargo mais importante do país. Representantes das Forças Armadas também já alertaram que estão em estado de alerta para garantir a ordem pública diante da possibilidade de ameaça à ordem democrática, violação da Constituição ou desrespeito às Instituições. 

Na prática, Lula pode ser preso antes mesmo de registrar sua candidatura. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que um condenado em segunda instância já pode começar a cumprir sua pena, ou seja, se ela for de prisão, ele não poderá recorrer em liberdade a partir da confirmação da sentença pelo TRF-4. Mas como Lula respondeu a todo o processo em liberdade, réu primário, e até certo ponto, não representa ameaça, poderá evitar a prisão através de recursos. O problema vai ser separar uma coisa da outra. Uma vez condenado, Lula cai na Lei da Ficha Limpa e se torna inelegível. Não há como modificar a Lei neste caso, pois ela é caracterizada justamente por decisões tomadas por um colégio de desembargadores. Como o caso caminha para ser julgado na segunda instância antes da eleição, Lula terá registro de candidatura negado.

O que deu errado? Lula tinha expectativas de conseguir arrastar o processo até o mês das eleições, quando poderia concorrer sub judice (com registro de sua candidatura pendente). A aposta dependeria de vencer o pleito e a condenação deveria ocorrer após a diplomação. Embora a lei preveja que o diploma seja declarado nulo, mesmo se tendo sido expedido, no caso de presidente da República, a Constituição Federal prevê a suspensão do processo, o que levaria a diplomação de Lula a mais um embate jurídico. O petista teria que enfrentar outro desafio neste cenário, pois a maioria dos ministros do STF já entenderam que, por força do artigo 86, § 1º, I da Constituição, réus não podem assumir a Presidência da República. Mas as conjecturas constantes neste parágrafo já não fazem mais sentido, uma vez que a decisão do TRF-4 deve sair antes do prazo em que o petista poderia registrar sua candidatura no TSE.

Ainda que ocorra uma catástrofe e Lula consiga concorrer nas eleições de 2018, o petista dificilmente venceria as eleições. Com base nas pesquisas dos últimos seus meses, Lula tem apenas 30% de 35% dos eleitores que já possuem candidatos definidos. Na prática, 89% dos eleitores não votam no petista. Embora a imprensa procure alimentar o suspense em torno da candidatura de Lula para ganhar audiência, qualquer pessoa sensata é capaz de concluir que Lula já se tornou inviável como político.

Desde que foi promulgada a Constituição de 1988, é a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado criminalmente.



O ex-presidente Lula tentou realizar um comício na última semana no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um dos maiores símbolos do esquema de corrupção na Petrobras revelado pela Lava-Jato. A direção da estatal chamou a Polícia Militar, que impediu o acesso do petista e de seus cerca de 200 companheiros nas instalações do complexo.

Barrado, Lula teve que improvisar um discurso em cima de uma caminhonete adaptada para se tornar carro de som pertencente à Central Única dos Trabalhadores (CUT), registrado em nome da sede da entidade na cidade de São Bernardo do Campo, (SP). Uma Kombi do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil distribuía sanduíches e bananas para homens que aguardavam a chegada de Lula ao Comperj. Doze ônibus levaram sindicalistas e ex-trabalhadores das obras, paralisadas desde o fim de 2014.

Do alto da caminhonete, improvisada como carro de som, Lula reclamou duas vezes e disse não saber "qual foi o canalha" que acionara a PM para inviabilizar seu acesso ao complexo, cujo portão se manteve fechado.

O veículo foi comprado com dinheiro do imposto sindical obrigatório, extinto no texto da reforma trabalhista aprovada pelo governo recentemente. Aliado de Lula, o ex-governador do Rio, Sergio Cabral, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos de prisão por recebimento de milhões em propinas pelas obras de terraplanagem do complexo do Comperj.



Muitos brasileiros chegaram a comemorar o primeiro pronunciamento do palhaço deputado Titirica, que subiu na tribuna da Câmara dos Deputados para anunciar que se desligaria da política. Vários sites se precipitaram e informaram que o parlamentar havia renunciado. Nada disso. Segundo o regimento interno da Câmara, o parlamentar tem que subir ao menos uma vez na tribuna para ter o direito a aposentadoria. Titirica não renunciou. Estava apenas tomando providências para garantir sua aposentadoria, após 8 anos sem aprovar nenhum projeto.

O palhaço afirmou que sentia vergonha da classe política, chamou a todos de corruptos e depois declarou que pretende votar no Lula. O amigo Nelson Barbudo mandou um recadinho para Tiririca no vídeo abaixo. O esculacho dispensa qualquer outra observação sobre a conduta do parlamentar, mais vergonhosa ainda que a de muitos corruptos do do parlamento. Ao menos, a maioria deles aprovou ao menos um projeto de interesse popular. 



O bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, tornou-se alvo de uma gravíssima denúncia por envolvimento com o tráfico internacional de crianças. Segundo reportagem da rede de TV portuguesa TVI, até mesmo os netos de Edir teriam sido roubados de famílias em dificuldades que deixaram seus filhos em um lar de crianças, mantido ilegalmente em Lisboa pelo dono da IURD.

O programa "O Segredo dos Deuses", que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 11, apresenta o resultado de sete meses de investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França sobre a rede de tráfico internacional de crianças em Portugal que envolve a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Segundo o portal N-TV, de Portugal, “A Igreja Universal do Reino de Deus tinha, na década de 1990, um lar ilegal de crianças, em Lisboa, de onde desapareceram vários menores roubados às suas mães. As crianças eram entregues diretamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas, de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja”. Quem o diz é a TVI em comunicado.

É esta a conclusão de sete meses de investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França. O resultado poderá ser acompanhado a partir desta segunda-feira, na primeira série informativa da estação de Queluz de Baixo. São dez episódios a emitir todos os dias úteis, a seguir ao “Jornal das 8”.

Na nota enviada às redações, o canal refere que em “O Segredo dos Deuses” se mostrará como “Edir Macedo, líder máximo da IURD, está envolvido nesta rede internacional de adoções ilegais de crianças, e que os seus próprios ‘netos’ são crianças roubadas do Lar Universal, uma instituição que à época fazia parte da obra social da igreja”.

"Estas mães literalmente foram roubadas no que diz respeito aos seus filhos, de quem não sabiam há mais de 20 anos. Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original daquela altura. É uma história muito grave. (...) Temos histórias complicadíssimas", explicou Alexandra Borges, no Jornal das 8 da TVI."

"Em casos de adoção que são casos sigilosos, chegar às mães é muito difícil. Nós estávamos a fazer um caminho de investigação totalmente diferente e, de repente, tropeçámos numa deixa. Fomos desfiar esse fio e o fio nunca mais acabava, até que conseguimos chegar a essas mães e a algumas dessas crianças. (...) Há 20 anos, a máquina estava muito bem oleada", acrescentou a jornalista Judite França."
Com informações da TVI




Embora alguns petistas ainda insistam em debater política nas redes sociais, na imprensa, no local de trabalho, na escola, etc, há cada vez menos gente disposta a ouvir o que estes sociopatas insistem em dizer. É como um zumbido inconveniente de um pernilongo perto do ouvido. Isto não quer dizer que um petista ou qualquer outro esquerdopata mereça um tapa. Afinal, a voz deles é apenas um eco dos órfãos do poder. Como qualquer bandido, os petistas condenados e os defensores dos bandidos não possuem qualquer compromisso com a verdade, com a moralidade ou com a ética.

O maior problema para aqueles poucos que ainda se arriscam a defender os representantes da esquerda brasileira é o exemplo dado pelos políticos da esquerda, sobretudo os do PT. Na prática, o cometimento de crimes e as consequentes condenações dos membros do partido facilita bastante a vida de quem não está disposto a debater com essa gente. Basta fazer algumas perguntas bem básicas, do tipo "De onde Lula tirou R$ 9.6 milhões?" "Como conseguiu comprar tantos imóveis? "Foi condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro?" "Foi inocentado?". Simples assim. Diga ao petista para voltar quando Lula for inocentado de todos os trocentos inquéritos, processos e ações penais em que figura como réu.

Não precisa lembrar ao interlocutor que os bilhões roubados por Lula, Dilma e seus aliados custaram a vida e o futuro de milhões de brasileiros. Nem é necessário salientar que os dois se aliaram a gente da pior espécie para roubar o povo, como Marcelo Odebrecht, Sérgio Cabral, Eike Batista e os irmãos Batista da Friboi. Também não precisa jogar na cara dessa gente que Lula e seus cúmplices do PT roubaram dinheiro do povo no BNDES para fazer obras bilionárias em países comandados por corruptos, como Cuba, Venezuela e Angola.

A vantagem em ver alguém defendendo essa gente é que torna-se possível constatar que se trata de uma pessoa estúpida, cúmplice ou corrupta. Todos sabem que este tipo de gente não costuma ser confiável. Inclusive os ministros do STF que ficam fazendo cara de paisagem enquanto um criminoso condenado se diz candidato à Presidência da República. 



Por mais que os institutos de pesquisa tentem capturar o humor dos eleitores brasileiros e suas preferências para a eleição presidencial do 2018, um fato pouco divulgado pela imprensa não deixa dúvidas: os 65% de eleitores que não indicaram um favorito nas consultas recentes são a prova de que a população está órfã de lideranças políticas.

Isto significa que os candidatos que aparecem nas pesquisas eleitorais disputam a preferência de apenas 35% dos eleitores brasileiros. Neste cenário, o ex-presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, como cerca de 30% de intenções de votos entre os 35% de entrevistados que se arriscaram a dar algum palpite.

Diluídos estes números no universo total de eleitores, cada um dos dois favoritos aparece com pouco mais de 11% das intenções de votos.  Levando em conta as manifestações espontâneas de intenções de votos, 89% dos eleitores não manifestaram interesse em votar nem em Lula nem em Bolsonaro, debitando na conta de cada um os 11% do outro. A dificuldade dos dois em ultrapassar este teto que se mantém estável ao longo dos últimos três meses pode ser um indicativo de estagnação de suas candidaturas. Numa enquete recente, os mesmos 89% consultados acharam que o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, tomou a decisão certa em desistir de sua candidatura.

Na prática, o quadro sucessório está para lá de indefinido, tendo em vista que os dois principais líderes não conseguiram apresentar avanços significativos em seus índices de preferência entre os eventuais votos válidos. A estagnação das duas candidaturas não é motivo de comemoração para os demais candidatos, como Marina, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, que disputam o outro terço dos eleitores que manifestaram suas preferências. Outro problema é que o patamar de rejeição aos nomes dos principais candidatos chega bem próximo do nível impeditivo de concorrer, considerando que todos aparecem com taxas de rejeição entre 30% e 40%.

O fato de 65% dos eleitores ainda não terem definido seus candidatos é reflexo da anemia das lideranças políticas do país e que ainda há espaço para o surgimento de outros nomes na disputa pela Presidência em 2018. O problema é saber quem são eles.




O jornal O GLOBO publicou um artigo neste domingo no qual realça a tradição da favela da Rocinha de ser uma das poucas favelas do rio a proibir a entrada do crack. Segundo a reportagem, a mudança observada nos últimos dias representa uma ameaça que pode “quebrar a firma” e afastar os tradicionais consumidores de outras drogas, que seria, de acordo com a reportagem "uma clientela de alto poder aquisitivo"


"Para os moradores, o crack é um perigo porque leva para as bocas de fumo e para o entorno delas dependentes químicos devastados. Para os bandidos, ele pode “quebrar a firma” de um dos mais movimentados ponto de varejo de drogas na Zona Sul, frequentado por uma clientela de alto poder aquisitivo. Uma cracolândia pode espantar a freguesia, não só externa, como a de usuários domésticos", diz a reportagem.

A Globo foi um dos meios de comunicação de mais criticou a ocupação militar na Rocinha há alguns meses. De acordo com as reportagens do grupo de comunicação, havia o risco de violação dos direitos humanos dos moradores locais com possíveis 'abusos' dos militares. Já a violação do direitos dos moradores por parte do traficantes não incomoda ninguém. Segundo "a clientela de alto poder aquisitivo", este tipo de ocupação atrapalha inibe o comércio de drogas.

Com informações de O GLOBO 



O ex-presidente Lula não foi convidado para participar no ato realizado neste domingo Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista. O evento de celebração dos 20 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que tem como líder Guilherme Boulos, um dos possíveis pré-candidatos à Presidência da República em 2018. O evento contou com a presença de Caetano Veloso e outros convidados como Sônia Braga, Criolo, Maria Gadu e Péricles.

Diante desmobilização da militância petista, da falência da CUT e da incapacidade de reunir público em seus atos em São Paulo, o ex-presidente Lula vinha pegando carona na figura de Boulos, que comanda um movimento com milhares de integrantes. Mas o líder do MTST não é bobo e logo percebeu que estava sendo novamente usado pelo petista. Boulos deve concorrer à Presidência nas próximas eleições, visando se consolidar como o novo líder da esquerda no país e já conta com o apoio de petistas históricos. Sobre sua possível candidatura à Presidência pelo PSOL, o líder do MTST disse que temas de 2018 têm de ser tratados somente no ano que vem.

"Não é uma questão de indefinição (sobre sua candidatura pelo PSOL). Isso não está em pauta neste momento. Temas de 2018 têm de ser tratados em 2018", afirmou Boulos em entrevista ao Estadão. Boulos sabe que se perder esta chance de projetar seu nome nacionalmente, não terá outra oportunidade me 2022, quando Lula provavelmente estará na prisão. O líder do MTST é jovem e não quer afundar prematuramente junto com o dinossauro da corrupção.

A candidatura de Boulos é temida pelo PT, pois tem o potencial de canibalizar o ex-presidente Lula, que ainda aparece com cerca de 11% nas pesquisas graças à ausência de outros representantes da esquerda no páreo.

No vídeo abaixo, a chegada de Caetano Veloso ao Largo do Batata:



A casa caiu para mais um grupo de 'adolescentes' meliantes que atuava no Calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Aracaju (SE). A Polícia Militar deteu os nove meliantes na ação foi efetivada no sábado (9) no durante a ‘Operação Comércio Seguro’.

Com os marginais, foram encontrados vários objetos roubados, como caixas de som, quatro camisas, uma bermuda, seis relógios, três celulares, além de outros itens. Segundo a Polícia Militar (PM), as vítimas reconheceram os suspeitos e o caso foi encaminhado para a Delegacia Plantonista Sul.

As vítimas voltaram para suas casas e vão comemorar as festas de fim de ano com seus amigos e familiares. Já os meliantes...



Há anos, a jornalista cubana Yoani Sánchez vem denunciando a exploração da prostituição infantil na ilha dos irmãos Castro. Neste fim de semana, ela voltou a criticar o esforço das autoridades locais em mascarar os dados sobre violência e criminalidade em Cuba.

"As verdadeiras figuras da prostituição infantil (mascaradas após uma maioria de idade oficialmente registrada aos 16 anos) não estão escondidas, de modo que o número de assaltos ou agressões que ocorrem no país são publicados", observou a jornalista.

Yoani Sánchez se referiu as estatísticas manipuladas sobre os índices de criminalidade, que pode ser facilmente escondida por meio de números oficiais. Já a prostituição infantil, alerta Yoani, está ocorrendo ocorrendo à luz do dia para quem quiser ver.




O ex-presidente Lula reclamou neste sábado (9), que o juiz Sergio Moro "é do mal". O petista fez essa afirmação durante reunião com artistas obscuros e intelectuais de botequim em um hotel em Copacabana, no Rio.

No encontro, Lula disse que chegou acreditar que, pelo refinamento intelectual que o cargo exige, os agentes da Lava Jato não dariam prosseguimento ao processo contra ele. Também disse que esperava que, ao receber a denúncia contra ele, Moro recomendasse que os procuradores fossem estudar, ou que, aberto o processo, fosse absolvido.

"Mas não. O cara é do mal", reclamou o petista que ficou sem seu triplex no Guarujá, sem a cobertura em São Bernardo, sem o sítio em Atibaia, sem seus milhões espalhados por contas bancárias e sem suas palestras. Como se não bastasse, Moro ainda o condenou a nove anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na verdade, o petista ainda não viu nada. Vale até lembrar uma piada:

Um homem resolveu um dia visitar uma rinha de galos, eis que ele pergunta a passoa que eestava botando o galo para brigar;
- qual é o galo bom.
o galo bom é o branco
e ele aposta 10 mil no galo.
depois de um tempo o galo branco perde e o moço fala ao dono;
voce nao diz que o galo bom é o branco???
o bom é o branco, mas o malvado é o preto!!!



O Brasil está repleto de mentirosos e de pessoas que acreditam em mentiras. Apesar de se tratar de uma constatação trágica, não há motivos para ficar tão alarmado. É assim no mundo todo. Em alguns países mais que em outros. No caso do Brasil, muitos podem se dar por satisfeitos pelo fato de o país se encontrar mais ou menos no meio desta escala de hipocrisia mundial.

Não por acaso, o país também se encontra mais ou menos no meio do caminho entre os países mais atrasados e os mais desenvolvidos. A sociedade brasileira está trilhando seu caminho na história das civilizações, assim como cada país tem trilhado seu próprio caminho desde o surgimento do Estado, lá atrás, quando o homem deixou de ser nômade.

Numa comparação grotesca, o Brasil está hoje num nível de desenvolvimento equivalente ao observado nos Estados Unidos ou a Inglaterra há cerca de um século, considerando o grau de instrução da sociedade, o acesso a serviços essenciais como saneamento básico, saúde, segurança e educação, acesso ao ensino, ao direito e à cidadania.

Bateu uma tristeza? Que nada. Há países ao redor do mundo que também vão levar cem anos para chegar aos níveis de desenvolvimento do Brasil de hoje, considerando todo o processo de industrialização, urbanização e infraestrutura. Por outro lado, há tantos países desenvolvidos quanto subdesenvolvidos que não possuem o potencial e as perspectivas de crescimento do Brasil.

O fato é que cada país do mundo se encontra hoje exatamente onde deveria estar. Os países chegaram onde chegaram ou estacionaram onde estão graças à determinação de seus povos, de sua cultura, de sua disposição de lutar por dias melhores ou por seu comodismo diante das adversidades. É estupidez exigir que o Brasil apresente o mesmo padrão de excelência observado em países desenvolvidos como Suécia ou Alemanha, onde mais de 60% dos habitantes possuem nível superior, enquanto no Brasil este número não chega a 8%. Basta fazer uma conta bem simples: se o Brasil conseguir aumentar estes indicadores em 1 ponto percentual a cada ano, em 50 anos alcançará o nível da Alemanha. De hoje.

Exigir que o país alcance os níveis de desenvolvimento de outras nações da noite para o dia é um inútil. As duas únicas alternativas são: se mudar para um país desenvolvido ou lutar para tornar o Brasil melhor para os netos. As pessoas dedicam suas vidas a alcançarem dias melhores, mas a intensidade com que desejam e se empenham em seus propósitos variam de uma pessoa para outra e, de modo geral, de uma sociedade para outra. Em todos os casos, há os sortudos que por uma razão ou outra foram parar em ilhas de prosperidade.

Mas voltando ao assunto dos mentirosos e dos que acreditam em mentiras, a situação do país é resultado da combinação entre estes dois grupos. Nesta relação simbiótica, os políticos mentem sobre suas promessas impossíveis de serem cumpridas e os acomodados acreditam.

O fato é que, por mais dura que a realidade possa se revelar, não há como acabar com problemas crônicos do país da noite para o dia, em anos ou décadas. Um flash back com as propagandas eleitorais nos últimos trinta anos mostraria milhares de políticos prometendo acabar com os problemas da habitação, da violência, do saneamento básico, etc. Mas basta visitar algumas regiões do país para constatar que muitos lugares estão exatamente como eram trinta anos atrás. Alguns estão até piores, com escolas em ruínas, ruas esburacadas e bairros decadentes. Jovens ambiciosos de outrora se tornaram velhos aposentados que ostentam o olhar triste de quem teve a maior parte dos sonhos destruídos.

Apesar destas tristes constatações, os candidatos continuam prometendo acabar com os problemas do Brasil em tempo recorde. Em 2018, os políticos devem contar as mesmas mentiras de seus ancestrais para as novas gerações de eleitores ainda suscetíveis a acreditar em salvadores da pátria e em suas promessas de redenção social. Tecnicamente, não há como conter este ataque insidioso de políticos nada comprometidos com o país contra eleitores nada esclarecidos.

Há quem acredite que a maioria dos eleitores brasileiros são lindos, instruídos e capazes de distinguir as nuances no comportamento de um picareta. Não é bem assim. Mais de 70% dos eleitores não possuem tais atributos. Boa parte da população do país vive em condições precárias e com suas dispensas vazias. Moram nas extremidades dos cinturões de riqueza, como em favelas, cidades dormitórios, periferias pobres, povoados ou isolados. Não são todos lindos, bem vestidos ou bem informados, como muitos parecem querer crer. São brasileiros dignos, sofridos e vulneráveis aos encantos dos falastrões e de sua falsa compaixão. Basta dizer que o povo está sofrendo para ganhar sua simpatia. Basta dizer que o cidadão não tem acesso a serviços essenciais por conta da corrupção que assola o país, que os ricos estão cada vez mais ricos, que a violência é fruto da negligência do Estado em frentes como a geração de emprego e a manutenção da segurança pública. Tudo isso é verdade. O problema é que a compaixão, um elemento catalisador de simpatias, representa apenas a capacidade do sujeito em perceber o sofrimento alheio. Na prática, ter compaixão não resolve nada, mas garante votos.

Ninguém quer vender ou comprar o Brasil como ele realmente é, enquanto todos querem ser aquilo que não são. Nem os políticos, nem os juízes nem os eleitores. Existem várias formas de se fazer as coisas, mas para tudo existe o jeito certo. O problema é que cada se propõe a fazer as coisas do seu jeito, simplificando problemas insolúveis e problematizando questões comezinhas.  Esta é a fórmula para dividir a sociedade, tornando-a mais fraca. Há pessoas que são induzidas a acreditar que a violência contra os negros é inadmissível, mas não se dão conta de que estão caindo na lábia daqueles que se apropriam de bandeiras para levar vantagens. Na verdade, a violência é inadmissível contra qualquer ser vivo. Fragmentar os problemas é uma forma de eternizá-los. Os eleitores, movidos por suas convicções políticas, que muito se assemelham a suas convicções futebolísticas, não querem nem saber se estão fazendo a escolha certa. Infelizmente, a humanidade ainda vive em um período de mentira global. É o Kim Jong-un prometendo  o apocalipse e o papa prometendo a paz mundial.

Esta semana, durante evento do Dia Internacional de Combate à Corrupção, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, citou a Operação Lava Jato, criticou as "lutas corporativas fratricidas" e disse compreender as "desconfianças e dúvidas" que pairam sobre sua gestão, ao mesmo tempo em que reafirmou seu compromisso de combater a corrupção. "Nestes dois meses e meio de mandato, tenho ouvido preocupações sinceras sobre o efetivo compromisso do Ministério Público, em minha gestão, contra a corrupção. São indagações autênticas, verdadeiras e coerentes, algumas carregadas de desconfianças e dúvidas que são em tudo compatíveis com a leitura crítica da história brasileira, marcada por ondas sucessivas de avanços e retrocessos no enfrentamento da corrupção", observou a procuradora-geral.

"Por isso, considero importante dizer a todos que algumas razões presidem minha firme atitude contra a corrupção. A primeira relaciona-se com a desigualdade social e a falta de oportunidade para os brasileiros, notadamente os mais pobres, mais humildes e mais discriminados", afirmou. "A segunda razão relaciona-se com ineficiência na gestão da coisa pública. Muitos programas prometem resolver problemas crônicos, como a falta de acesso a água potável, melhorar a qualidade da educação, garantir moradia, alimentação adequada e saúde para todos. Cada programa reaviva esperanças e estimula recomeços. A cada vez que não cumprem o que prometem, diminuem a confiança e a esperança das pessoas nas instituições e no país. Um ambiente de incerteza, insegurança e ineficiência leva ao descaso com a coisa pública e com o bem comum."

Raquel Dodge só deixou de informar que é incapaz de resolver todos estes problemas. inclusive os relacionados à corrupção. Ela depende de um Ministério Público Federal aparelhado, repleto de procuradores com interesses políticos, corporativos e econômicos, além dos procuradores contaminados por ideologias obsoletas. Depende ainda da honestidade, da boa vontade e do caráter duvidoso dos ministros do Supremo Tribunal Federal, simpatizantes de grupos políticos e patrocinados por empresários corruptos que deveriam colocar atrás das grades.

Por mais bem intencionada que seja, Raquel Dodge prosseguiu com as frases de porta de banheiro ao elencar que "A terceira razão consiste na importância da integridade no trato da coisa pública. A separação entre a coisa pública e a privada é uma das principais instituições da civilização moderna. Os recursos públicos, frutos de impostos, devem estar a serviço de todos."

Tudo muito bonitinho. Dá até vontade de acreditar que os donos das grandes fortunas, os bancos,  os especuladores do mercado financeiro e os empresários gananciosos vão vendar os olhos para deixar de ver os bilhões do dinheiro do contribuinte nos cofres públicos, que vão deixar de afagar e financiar os políticos que possuem as chaves dos cofres. Não vão. Neste exato momento, famílias ricas, meios de comunicação e empresários corruptos estão se movimentando num ritmo frenético nos bastidores da política para identificar quais candidatos possuem maiores chances de se elegerem deputados federais, senadores, governadores e o futuro presidente da República. Os conchavos envolvendo futuros esquemas de corrupção estão sendo alinhavados a todo vapor por dirigentes de partidos que dependem de grupos econômicos e meios de comunicação para propagar suas mentiras durante a campanha eleitoral ao maior número possível de iludidos, aflitos com a situação do país e ávidos por promessas mirabolantes. Estão todos mobilizados para elaborar fórmulas de iludir e ludibriar o maior número possível de eleitores que vão lhes garantir seus mandatos.

Apesar do quadro desolador, esta é a Democracia. Em todo o país, candidatos não tão bem intencionados, mortos de fome e loucos para usufruir dos bens materiais que o dinheiro pode comprar, coitados, se tornam presas fáceis para empresários inescrupulosos. Não há como supor que os eleitores de uma comunidade carente ou de uma região desprovida de tudo vão votar em um sujeito cheiroso, de gravatinha e que que fala difícil. Vão votar no Zé das couve, no Tonho do mototáxi e no Tião do mercado, financiados pelo fornecedor de serviços para os governos locais, pelos donos de grandes propriedades, etc.

Entretanto, para evitar o baixo astral, vale lembrar que mesmo que não houvesse a corrupção, a arrecadação da União não seria suficiente para equacionar nem um décimo dos problemas do país em quatro anos. Mesmo se não roubassem, os políticos continuariam mentindo e iludindo o povo com suas promessas mirabolantes e impossíveis de serem cumpridas em décadas. O Brasil é um país pobre, com a maioria da mão de obra sem qualificação, não exporta bens de consumo de alto valor agregado, não possui patentes valiosas que rendam royalties como os países desenvolvidos, não possui base tecnológica capaz de produzir inovações para o mundo em larga escala, não possui base científica e tudo que consome em termos de tecnologia, metodologias e matérias primas de ponta vêm do exterior. A maior parte da arrecadação do país tem origem na parcela da sociedade, que têm renda inferior à R$ 3 mil. A União fica com menos de 20% do PIB e gasta mais da metade do que arrecada para pagar o funcionalismo público, aposentadorias e pensões. Somente a previdência consome 57% de tudo que o governo arrecada. Na prática, o país vende o almoço para comprar a janta. Embora os valores arrecadados pareçam altos, o Brasil é um país de dimensões continentais e seus problemas são da mesma proporção. Não há recursos suficientes para revolucionar a educação ou mesmo a saúde, pois o Brasil não tem nem médicos nem professores em número suficiente. O nível dos professores do país também está muito aquém do ideal para formar uma nova geração mais competitiva e qualificada. Para se ter uma ideia, se o país construir um hospital e uma escola por dia durante dez anos, em dez anos o país continuará enfrentando problemas e críticas nas duas áreas, quem continuarão deficitárias com o crescimento da demanda pelos serviços. Uma escola por dia é pouco. Um hospital por dia é pouco.

Dificilmente a grande massa de eleitores se dará conta do embuste dos políticos e da real dimensão da injustiça desta relação. Vão continuar a nutrirem-se mutuamente, uns com dinheiro e poder obtidos através do voto, outros com ilusões de promessas de campanha. É a receita do comodismo geral e funciona muito bem quando as coisas dão errado. Uns culpam os outros por seus fracassos.

Apesar de todos estes problemas, o povo brasileiro é um povo feliz e a maioria das pessoas consegue viver com pouco, mas de forma digna e cabeça erguida, na tortuosa jornada pelo caminho de uma civilização, como outra qualquer. Mas para minimizar os dissabores das novas gerações, a melhor forma de ajudar o país a superar seus desafios é encorajar que cada um faça sua parte,  dedicando-se com afinco a buscar o melhor para si e sua família, com trabalho, criatividade e honestidade. Neste ínterim, escolher melhor em quem votar, pode sim, fazer uma grande diferença com o tempo. 



O petista Geovane de Morais, ex-gerente da Petrobrás, investigado na Operação Lava Jato, teve participação na movimentação de contratos milionários na estatal que serviam apenas para repassar dinheiro a empresas sem que houvesse sequer a prestação dos serviços contratados. Segundo o Estadão, Carmem Silvia de Noronha Swire, ex-chefe de Geovane de Morais gerente de comunicação da Petrobrás ligado ao PT da Bahia, confirmou em depoimento à Polícia Federal "que sustou pagamentos de diversos serviços fechados por ele porque não conseguiu identificar a realização efetiva dos contratos. Geovane de Morais, ex-gerente de Comunicação da Diretoria de Abastecimento da estatal, é figura central da apuração da Operação Lava Jato que investiga suposto pagamento de pelo menos R$ 6 milhões para a Muranno Brasil Marketing, com dinheiro de propina. Parte desse valor foi repassado via doleiro Alberto Youssef".

Os pagamentos, segundo apura a Lava Jato, teriam sido feitos por ordem direta do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, seu ex-chefe de gabinete Armando Tripodi, com suposto conhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

“Inquirida se tem conhecimento que Geovane de Morais recebia pressão interna para aprovar e pagar vários serviços na Gerência de Comunicação, mormente no ano de 2008, respondeu que desconfiava que sim, por este motivo sustou o pagamento de diversos serviços que não conseguiu identificar sua realização efetiva, ou que tivessem valores elevados sem devida justificação”, registra termo de depoimento de Carmem Silvia de Noronha Swire.

A ex-gerente aposentada afirmou que ficou sabendo, depois de sair da estatal, que Geovane de Morais “teria se aproveitado de uma falha no SAP (Sistema de Liberação de Pagamento) que permitiria qualquer gerente com devida senha liberar qualquer valor, dessa forma, podendo inclusive ultrapassar limite de competência que ele estaria adstrito, sem comprovação que os serviços foram realizados e sem que os limites estabelecidos para o cargo fossem obedecidos”.

Leia a matéria completa aqui no Estadão



A exemplo do que já ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula também se torna automaticamente inelegível após a confirmação de sua condenação em Segunda Instância no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ao que tudo indica, a Corte deve confirmar a sentença do juiz Sérgio Moro na Primeira Instância, na qual o petista foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a uma pena de 9 anos e seis meses de prisão. Na mesma sentença, moro determinou o bloqueio de R$ 16 milhões do ex-presidente. Lula já perdeu vários recursos para desbloquear o dinheiro na Justiça, inclusive no próprio TRF-4.

Segundo o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, caso Lula perca os recursos que impetrou no TRF-4), após a condenação na Primeira Instância, ele estará fora da disputa de 2018 em razão da Lei da Ficha Limpa, cujo artigo 15 impede o registro da candidatura do condenado por órgão colegiado. É o caso do TRF-4. Ainda que solto, o ex-presidente permanecerá inelegível por 8 anos. A Lei é clara. Uma vez condenado por um TRF, recursos não mudam o entendimento de um colegiado.

“Quem se candidata a um cargo precisa preencher conjunto de requisitos estabelecidos”, preconizou o ministro Edson Fachin no STF.

Advogados de Lula sinalizam que vão recorrer a liminar para garantir sua candidatura. Mas a medida não resistirá ao julgamento de mérito.

A lei da ficha limpa torna inelegível quem foi condenado por órgão colegiado, teve o mandato cassado ou renunciou para evitar cassação.

“Fatos anteriores à inscrição da candidatura podem ser levados em conta”, disse Fachin em julgamento deste ano sobre a aplicação da lei".

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem feito uma forte campanha na imprensa e manifestado seu desejo de ver o ex-presidente Lula disputando a eleição ao invés de cumprir as penas por seus crimes na prisão. Obviamente, as manifestações públicas de FHC são endereçadas aos ministros do STF, no sentido de que quebrem o galho de Lula e permitam que ele concorra na eleição de 2018.

O apresentador de TV Danilo Gentili comentou o apoio de FHC a Lula e sugeriu que a moda de criminosos condenados quererem pagar por seus crimes nas urnas pode pegar;


Com informações do Diário do Poder



Após ter sido afastado do cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, o general arregão Antônio Hamilton Martins Mourão tentou recuar de suas declarações cobre a conduta do presidente Michel Temer à frente do governo e disse que suas declarações forma mal interpretadas.

O militar concedeu entrevista ao Estadão neste sábado e negou ter insinuado que Temer praticou irregularidades quando falou que p presidente governava com um “balcão de negócios”,  durante a palestra que deu na quinta-feira no Clube dos Oficiais, em Brasília.

"Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente”, arregou Mourão.

Quanto mais se explica, mais se complica. Ao ser questionado sobre o uso da expressão balcão de negócios, Mourão afirmou que não se referiu as denúncias feitas contra o presidente pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot e afirmou que  o balcão de negócios a que se referiu é o citado na imprensa diariamente. “É uma negociação política. Isso é o balcão de negócios. Eu falei que ele tem tentando aprovar em termos de emenda, de novas legislações, que ele tem que negociar dentro do Congresso. E obviamente que essas negociações às vezes são feitas de forma, digamos assim, mais explícita, e outras buscando administrar o que ele tem condições de administrar.”

Com informações do Estadão

Acompanhe abaixo um trecho da entrevista:




Entre o emaranhado de narrativas produzidas pelo PT em seu desespero para tentar justificar o injustificável, há uma curiosa jogada ensaiada pelos ex-presidentes Lula e Dilma para ser exibida para a galera. Olho no lance:

Há poucos dias, a ex-presidente Dilma reconheceu que cometeu um "grande erro" ao promover uma ampla desoneração fiscal no País. A petista admitiu a lambança durante sua passagem por Genebra onde foi participar de debates e seminários organizados pela esquerda europeia para vender a narrativa do golpe.

Algum infiltrado se passando por aliado questionou a petista se ela seria capaz de assumir erros e se estava arrependida de alguma decisão que tomou enquanto foi presidente do Brasil.

"Eu acreditava que, se diminuísse impostos, teria um aumento de investimentos", disse. "Eu diminuí. Eu me arrependo disso. No lugar de investir, eles aumentaram a margem de lucro", reconheceu Dilma. tentando insinuar que foi traída por empresários gananciosos que financiaram suas campanhas. "Sempre temos de reconhecer erros. Em certos momentos, você repassa a sua vida, o poderia ter feito diferente", reconheceu a petista ao se referir à sua renúncia de mais de R$ 500 bilhões em receitas da União em favor de empresários bilionários.

"Fiz uma grande desoneração, brutalmente reduzimos os impostos", disse. "Ali fiz um grande erro". Parte das políticas de Dilma chegou a ser condenada na Organização Mundial do Comércio, como a redução de IPI para empresas automobilísticas e fabricantes de eletrodomésticos.


Enquanto Dilma concorda em assumir a lambança iniciada por Lula no ano de 2009, o ex-presidente Lula atua na outra ponta, tentando jogar a culpa na petista por ter afundado o país na mais grave recessão de sua história. Em seus discursos, Lula afirma que a petista foi irresponsável pro abrir mão de mais de R$ 500 bilhões em receitas com sua política de incentivos fiscais a empresários bilionários que não geraram nenhum emprego em contrapartida.

Como este tipo de covardia faz parte do jogo político do PT, Dilma levanta a bola para Lula marcar gol, mesmo sabendo muito bem que a receita original da política de incentivos fiscais foi criada por Lula, que tinha interesses mais sórdidos no negócio dos incentivos. Para quem culpou a própria mulher falecida por seus crimes, jogar a culpa em Dilma pela tragédia no país é moleza. O problema é entender como um petista convive com todo este cinismo.

No vídeo abaixo, o petista joga a culpa pela renúncia fiscal de mais de R$ 500 bilhões em Dilma.








A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff fez uma visita relâmpago à sua sua colega argentina, Cristina Kirchner, na tarde deste sábado (9), em seu apartamento no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. A visita ocorre a pouco mais de 24 horas após a  Justiça da Argentina pedir a prisão da ex-presidente daquele país.

Segundo a Folha, "O encontro durou cerca de uma hora. Cristina disse que "entre outros temas, conversamos sobre uma realidade que se está impondo em nossos países, um processo de guerra jurídica, que consiste na utilização do aparato judicial como arma para destruir a política e os líderes opositores".


Segundo Cristina Kirchner, o pedido de prisão contra ela tem relação com o impeachment de Dilma. "O objetivo é o mesmo, no Brasil e aqui: ocultar o desastre econômico que estão sendo levados adiante pelos novos governos neoliberais da região".

As duas ex-presidentes possuem muito em comum. No ano passado, Cristina Kirchner foi acusada formalmente de formação de quadrilha e de fraude em obras públicas. Entre outros processos, Dilma também foi denunciada ao STF como integrante da organização criminosa que vitimou a Petrobras.



O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já começou a abrir o bico mesmo antes de dar início às tratativas de seu acordo de delação premiada. O político demonstrou irritação na semana passada ao ser introduzido por agentes penitenciários na traseira de um camburão que o levou para prestar depoimento ao juiz Marcelo Bretas.

Durante o depoimento, Cabral jogou pedras no atual governador Luis Fernando Pezão e em seu cúmplice Fernando Cavendish, a que que chamou de puxa-saco. O humor azedo de Sérgio Cabral fez soar um alerta na cúpula do PT e deixou os ex-presidentes Lula e Dilma bastante preocupados.

Cabral possui uma longa história de amor com Lula e os dois viveram momentos gloriosos quando desfrutavam de prestígio e poder. Mas o declínio de seu status retratado nas páginas policiais e a vida nada glamourosa na prisão fez com que Cabral se tornasse um homem amargo, ressentido e perigoso. Esta semana, o ex-governador admitiu que gastou mais de R$ 100 milhões em recursos de origem ilícita em suas campanhas. A preocupação do PT agora é que Cabral terá que prestar conta sobre como, quando e com influência de quem conseguiu colocar a mão nesta bolada. Todos sabem que na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas, um milhãozinho à toa pode complicar a vida de muita gente.

Prevento que terá problemas com o ex-colega, Lula afirmou esta semana que "acha que Cabral é culpado pelos crimes que é acusado". O amor já acabou. Agora começa a fase do litígio.




O ex-presidente Lula anda falando a torto e a direita que é candidato à Presidência da República em 2018, como se suas declarações fossem frear o andamento dos processos que pesam contra ele na Justiça e que podem torná-lo inelegível ainda no mês de março.

Mas quem vê assim não imagina que este não nem de longe é o único problema de Lula. Conhecido por mais de 99% dos brasileiros e candidato profissional há mais de 30 anos, apenas 11,9 dos entrevistados em pesquisas recentes mencionaram seu nome como uma opção para as próximas eleições. Praticamente o mesmo percentual alcançado por seu maior adversário, o deputado Jair Bolsonaro. Um dos problemas de Lula é que ele cresce nas pesquisas, mas não cresce. Contando com a simpatia do eleitorado de esquerda, o petista oscila entre 9% e 12% há mais de um ano nas consultados de opinião realizadas até o momento. Tecnicamente, o teto de preferência de Lula desceu ao longo dos últimos anos e o colocou de joelhos. Dirigentes do PT preveem uma corrida de seus eleitores, caso outro candidato alinhado com a esquerda lance sua candidatura nos próximos.

Outro problema do petista diz respeito às alianças com partidos e lideranças políticas do país. Até o momento, além dos petistas encalacrados na Lava Jato, Lula conta apenas com o apoio do senador Renan Calheiros, (PMDB-AL), que também não anda lá com boa avaliação entre os brasileiros. Nenhum partido se dispôs a firmar aliança com o PT para as eleições presidenciais até o momento. Praticamente todos os tradicionais aliados pretendem lançar candidaturas próprias. A expectativa das legendas é a de tentar se descolar da imagem de Lula e Dilma, visando eleger alguns parlamentares.

A situação de Lula é tão delicada que ele já convidou várias lideranças políticas e empresariais para compor sua improvável chapa como vices. Até o momento, todos recusaram os convites do petista, incluindo Guilherme Boulos, Fernando Haddad e até mesmo Dilma. O desespero do petista está se tornando visível até mesmo para seus apoiadores. Durante encontro com artistas obscuros e intelectuais de mesas de bar no Rio de Janeiro, como parte da sua caravana pelo Brasil, Lula tentou adotar um tom conciliador visando formar alianças com partidos e líderes políticos que votaram a favor do impeachment de Dilma e o afastamento do PT do poder.

Para tentar sensibilizar sua audiência, o petista argumentou que para governar será preciso ter o apoio de pelo menos 42 votos no Senado e 257 na Câmara, números que correspondem à maioria simples nas duas casas, e disse que é improvável ter uma base desse tamanho só com partidos de esquerda.

"Não se consegue somar esses números com quem perdeu a eleição, porque suplente não vota, só vota quem ganhou. Percebe a dificuldade? E se quem ganhou não é nosso a gente tem que conversar. Aí você pode fazer acordos pontuais, pode fazer acordo programático, é possível fazer. Só é preciso saber se o outro lado quer", disse Lula. "Na política a gente cede quando é necessário e avança quando é possível", justificou o petista, que não pode mais contar com os recursos de empresários bilionários para comprar alianças estratégicas nem com o dinheiro do BNDES.

Eike Batista, Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro e Joesley Batista não estão mais disponíveis para repassar dinheiro para partidos e políticos apoiarem Lula. O petista também não tem mais o poder de indicar políticos e aliados para cargos no governo, na Petrobras ou em qualquer órgão ou banco público. Lula perdeu o prestígio, o poder e a condição de cidadão para concorrer à Presidência da República ao ser condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. "Quem se alia a bandido também é bandido", diz um dirigente de um partido ex-aliado do PT. O petista é hostilizado por onde passa e a militância não está mais disposta a segui-lo ou mesmo defendê-lo nas redes sociais.

E Lula diz que é candidato.




O ex-presidente Lula, por meio de sua defesa, afirmou que não tem conhecimento sobre uma nova investigação em curso na Lava Jato que apura a movimentação de R$ 1 trilhão em negócios sob suspeitas no setor petroquímico.

Segundo informou a Band neste sábado, 09, a força-tarefa da Lava Jato apurou que o dinheiro movimentado em negócios suspeitos do setor petroquímico financiou operações criminosas que lesaram a União e a estatal. A investigação tenta descobrir o tamanho de mais esta prejuízo dado à Petrobras.

A ex-presidente Dilma Rousseff, apontada como responsável pela redução do preço da nafta para favorecer a Odebrecht, também é investigada no caso que pode ser ainda maior que todos os esquemas criminosos envolvendo o PT até o momento. A defesa do ex-presidente Lula informou que ainda não foi notificada sobre a nova investigação. Acompanhe abaixo o vídeo com a reportagem:



O Procurador da República Manoel do Socorro Tavares Pastana, um dos mais respeitados membros do Ministério Público Federal, concedeu uma entrevista na qual desmascarou por completo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ao 55 anos, Tavares Pastana atua hoje como Procurador Regional da República da 4ª Região no Paraná e tem orgulho de descrever sua infância pobre e determinação em se tornar um exemplo para a sociedade ao afirma que conseguiu galgar sua carreira no MPF graças a muita determinação em seu livo “De Faxineiro a Procurador da República”.

Durante entrevista esta semana ao Revistapress, Pastana fala sobre o Judiciário e detalhou o aparelhamento do PT Ministério Público na última década e meia. Acompanhe um trecho da entrevista:

Revistapress - O Ministério Público foi aparelhado?

Pastana  - Para proteger o PT. Claro. Veja só: o Gurgel foi o primeiro colocado da lista. Teve menos votos do que na eleição anterior, mas continuou sendo o primeiro por conta desse pagamento aí. Bom, só que a Dilma não estava a fim de reconduzi-lo, não. Tanto que ficou quase um mês sem Procurador-Geral. Sabe o que ele fez? Arquivou aquele inquérito do Antonio Palocci (ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil) quando descobriram o patrimônio dele?. O Gurgel deu uma canetada, arquivou e mandou cópia para Dilma no mesmo dia que ele promoveu o arquivamento. No outro dia, a Dilma reconduziu ele. Isso é um exemplo típico de como funcionava essa nomeação.

Revistapress - E o processo 2474, do Mensalão?

Pastana  - Está no Supremo, sob segredo de Justiça. Nisso aconteceu o seguinte: o Antonio Fernando, procurador que fez a denúncia do mensalão, foi o segundo que veio depois do Fonteles. O Fonteles aparelhou o MPF para proteger o PT. Nós temos independência. Ninguém manda o que a gente tem que fazer. Só que, no caso criminal, só o Procurador-Geral da República pode processar o presidente da República. Então, o inquérito criminal está com ele. O Fonteles fez para proteger o PT foi colocar um corregedor tuiuiú, que era o Vagner Gonçalves, que saiu dando porrada em tudo quanto é procurador. Eu fui um dos procuradores que sofreram nas mãos dele, vários procuradores sofreram, inclusive o Roberto Santoro, que era um subprocurador. Havia um processo que estava em Brasília, na primeira instância, com o Marcelo Serra Azul e com o Lúcio Avelar. Eles queriam pegar o assessor do José Dirceu, que era chefe da Casa Civil. Eles não podiam investigar o chefe da Casa Civil, que tinha prerrogativa de foro. Mas queriam pegar o assessor. E o Santoro era um cara muito experiente, era Subprocurador-Geral e todas as vezes que eu tinha um caso muito complexo pedia ajuda dele. Esses dois procuradores chamaram o Santoro para ajudar. O Santoro foi e estava pressionando o Carlinhos Cachoeira para entregar uma fita onde envolvia o assessor do Zé Dirceu e, assim, chegar ao ex-ministro. Só que o Cachoeira gravou o Santoro mandando entregar logo a fita porque depois vinha o Fonteles para dizer “você quer pegar o governo”. Isso foi parar no Jornal Nacional. Cara, caíram de pau no Santoro, e Fonteles bota corregedor. Mas isso não é crime, não é improbidade, não é nada. Aí o Santoro pediu exoneração depois.

Revistapress - No que isso resultou?

Pastana  - Sabe o que o Fonteles fez para evitar esse tipo de coisa? Criou um serviço de inteligência dentro do Ministério Público Federal. Sabe quem era o chefe? O Rodrigo Janot. Naquela época, as denúncias que apareciam do governo petista eram pequenas ainda, eram poucas. Por isso eles usavam a corregedoria para pegar a gente que era independente para intimidar. Só que quando apareceu o Mensalão, divulgado pela imprensa, então eles pararam com essa história de perseguir procurador. Aí usaram a estratégia da atuação de faz-de-conta. Por exemplo, como eu tenho independência para atuar, mas quero proteger alguém, mando instalar um inquérito mas não faço diligências que sei que vão atingir o cara. Você controla a investigação. Por exemplo: você sabe que o cara tem dinheiro no banco, você jamais vai pedir a quebra do sigilo bancário dele.. Vai pedir todas as outras diligências, menos aquela que sabe que vai atingir o cara. Foi assim que o Antonio Fernando fez. Antes do Mensalão, a primeira atuação de faz-de-conta protegeu o hoje ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele era acusado de ter mandado não sei quanto bilhões para o exterior, entre outras coisas. Na época o presidente do Banco Central não tinha prerrogativa de foro perante o STF. Ele era julgado em primeira instância. Imediatamente, o Lula baixou uma medida provisória, que deu prerrogativa de foro para o presidente do Banco Central e, quando o Supremo disse que valia, o Fonteles instaura um inquérito contra o Henrique Meirelles. Aí o Lula elogiou o procurador independente. Imagina o PT comemorando denúncia contra o governo. Sabe no que deu isso aí? Nada. Foi arquivado o processo. Depois veio o Mensalão, e aí valeu aquela história de controlar a investigação e não fazer aquilo que sabe que vai pegar quem você não quer. Marcos Valério destruiu provas. E qual era o caminho mais curto dessa investigação? Prisão do Marcos Valério, isso é óbvio! Está na lei, artigo 102 do Código do Processo Penal, prisão preventiva, não é nem temporária. Para preservar provas. E o Marcos Valério destruiu provas e o Procurador-Geral da República não pediu a prisão dele. Mas o Marcos Valério ficou desesperado, porque qualquer hora poderia ser preso. Quando a mulher do Marcos Valério foi pega tentando sacar R$ 3,5 milhões em um banco lá em Belo Horizonte, ele foi até a Procuradoria Geral e queria se apresentar para colaborar, fazer a delação premiada – que já existe há muito tempo. Sabe o que o Antonio Fernando disse para ele? Que era prematuro e inoportuno. Porque ele sabia que isso ia pegar o Lula e ele queria proteger o presidente.

Revistapress - Quem está com esse processo?

Pastana  - Ele já passou por cinco relatores. Agora está com o ministro Dias Toffoli. Mas, quem comanda o inquérito é o Procurador-Geral. Ele que pede, que faz diligência. Eu fiquei sabendo desse inquérito não foi por acaso, não. Fui eu quem primeiro representou contra o Antonio Fernando por prevaricação pelo fato de ele não ter incluído o Lula na denúncia. E eu mostrei provas que envolviam o Lula. Aí, arquivaram minha representação lá. Por que o Ministério Público foi o lugar em que eu mais vi ilegalidade? Porque ninguém fiscaliza a gente. Quem fiscaliza somos nós mesmos. Só que somos nós aqui e eles, a cúpula, lá. A corregedoria está nas mãos deles, o conselho está nas mãos deles, tudo lá. Então, eles que fazem, que investigam e não investigam. Eu já representei contra o Antonio Fernando, contra Gurgel, contra Fonteles, contra a cúpula. Todos arquivaram as minhas representações. Quando o Gurgel assumiu, representei ao Gurgel para ele incluir o Lula na denúncia e mostrei as provas. Depois de um ano sentado em cima da minha representação, o Gurgel arquivou dizendo que as provas apresentadas estavam naquele inquérito 2474 que estava em trâmite no Supremo. Como o inquérito estava sob segredo de Justiça…

Revistapress - Em que momento o Janot foi traído?

Pastana  - No Petrolão, o Janot vinha fazendo a mesma coisa que os seus antecessores fizeram, aquela proteção velada, atuação de faz-de-conta. O Janot estava protegendo a Dilma, tanto que teve várias representações contra ela, todas arquivadas. Só que aí veio a Lava-Jato. Houve duas Lava-Jato, a de primeira instância e a do Supremo. Essa de primeira instância, os procuradores estavam pegando quem não tinha prerrogativa de foro e eles estavam atuando mesmo, e eu sei disso porque eu atuava aqui em segunda instância. Todos os recursos que vinham da primeira instância passavam aqui por mim. Eu era o fiscal da lei aqui desses recursos. Fiquei um ano na Lava-Jato em 2014. Mas, o Janot estava tentando ver se parava, mas sutilmente. Eu conto no livro que o Janot derrubou os tuiuiús porque teve um projeto megalomaníaco além dos outros, que os outros tuiuiús não se expuseram tanto. Ele se expôs e por isso foi traído. O Janot escolheu um grupo a dedo para trabalhar com ele. O Janot cometeu ilegalidades na designação desse pessoal. E esse pessoal ele tinha como pessoas de confiança, pois não queria gente independente trabalhando com ele. Mas nesse grupo tinha um Judas, que armou a gravação do Delcídio do Amaral (PT, ex-senador do Mato Grosso do Sul).

Revistapress - De que forma o Janot era diferente dos outros tuiuiús?

Pastana  - O Janot é uma espécie de Lula. O cara que é de esquerda mesmo, morre pela esquerda, é o cara que é revolucionário e não faz acordo com banqueiro, é idealista. O Lula fez acordo com banqueiro, com todo mundo. Ele é o oportunista, a ideologia fica em segundo plano. Se ele puder seguir a ideologia, tudo bem. Se não, ele passa por cima. O Janot é igualzinho ele. Os outros tuiuiús tinham aquele negócio de esquerda, de não bater no PT. E também eles não arriscaram tanto assim. Sabe aquele negócio de pau que bate em Chico bate em Francisco? Esse auxiliar dele, vendo o jeito que ele estava, articulou a gravação do Delcídio. O Janot não sabia que tinha sido gravado. Quando chegou essa gravação do Delcídio para ele, apareceu como se fosse um ato voluntário. Isso é normal. Não era ilegal dizer para o filho do Nestor Cerveró (ex-diretor da Petrobras) gravar o cara, o Delcídio. Se o Delcídio estava mesmo oferecendo vantagem, eu, como procurador, poderia dizer para gravar e trazer a gravação. E não é ilegal isso aí, se a gravação é voluntária. Se você for ver o depoimento do Cerveró, ele teve que esconder isso, que o cara foi orientado a gravar pelo procurador. E a interpretação pela imprensa foi equivocada. A imprensa interpretava que daria nulidade, não daria nulidade coisa nenhuma,esse tipo de gravação não é ilegal. O que acontece é que eles esconderam isso, e aí é a prova que eu tenho de que o Janot foi traído, porque ele não queria que soubessem que o filho do Cerveró foi orientado por alguém da equipe dele para gravar o cara que ele – Janot – queria proteger. Essa gravação não era ilegal, mas eles esconderam isso para que o Janot não soubesse. No fim, ele teve que pedir a prisão do Delcídio.

Revistapress - E porque o Janot foi traidor? f

Pastana  - Lembra do procurador Eugênio Aragão, que foi nomeado ministro da Justiça por dois meses? Ele detonou o Janot, porque achou que o Janot foi traidor do PT e dos próprios tuiuiús. Por conta dessa traição o Janot foi obrigado a atirar no próprio PT e teve toda uma sequência de fatos. Primeiro, divulga a gravação do Delcídio. Aí, logo em seguida, o Moro divulga a escuta do “Bessias”. Isso aí insuflou o impeachment, cai Dilma. Agora vem uma outra parte da história. Quando a Dilma caiu, o Janot perdeu um parceiro. Ele precisava de um presidente da República para manter ele no cargo, na recondução dele ou que colocasse alguém do grupo dele. Janot se aproximou do Temer. Quem era vice do Janot? Era Ela Wiecko, que é esquerda convicta mesmo. Ela apareceu num protesto, na Europa, pelo Fora Temer. O Janot a convidou a pedir exoneração, o que ela fez. Então, ele nomeou José Bonifácio de Andrada. Bonifácio não tem nada a ver com PT, não tem nada a ver com tuiuiú. Ele era ligado ao PSDB. O Janot nomeou ele como vice para se aproximar do Temer.

O resto da história, o Brasil já sabe. Janot se aproximou de Temer e implorou por um terceiro mandato à frente da PGR. Constitucionalista ferrenho, Temer sinalizou que não via como democrático manter uma mesma pessoa no comando de um órgão durante tanto tempo. Para impedir a ascensão de Raquel Dodge, para conseguir se manter no cargo e conseguir acobertar suas lambanças, Janot tentou derrubar Temer contando com uma indicação do eventual sucessor do presidente. As gravações em poder da Polícia Federal apontam para esta mesma conduta de Janot, inclusive as declarações feitas pelo criminoso Joesley Batista.

Leia a entrevista completa de Manoel do Socorro Tavares Pastana no RevistaPress



O ex-presidente Lula voltou a abusar do bom senso de seus ouvintes ao afirmar durante o encerramento da terceira fase de sua caravana os investigadores da Lava Jato "inventaram o apartamento triplex", numa referência ao objeto de sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. É a mesma desculpa de um traficante preso com quilos de cocaína que diz  aos policiais que aquilo é Maizena.

Lula foi flagrado dentro do triplex que diz que inventaram. O petista foi vistoriar as obras no imóvel, acompanhado por seu cúmplice Léo Pinheiro, que confirmou que o imóvel foi reservado para o petista como pagamento de propina por contratos superfaturados da OAS com a Petrobras.

Lula foi além em seus argumentos e disse que "Constroem a sociedade entorpecida, anestesiada, e colocam a culpa de toda a desgraça em alguém" e que "Todos que prestaram delação estão fumando charuto e rindo da nossa cara".

Apontado como chefe da organização criminosa que pode ter vitimado o país em mais de R$ 1 trilhão ao longo dos últimos anos, o ex-presidente ainda disse que "O juiz Moro tem que saber se alguém brigou no país contra a corrupção foi o PT".

Lula já teve R$ 16 milhões em imóveis e dinheiro bloqueados em suas contas por não ter conseguido comprovar que todo este patrimônio era de origem lícita. Nas contas de Marisa Letícia, falecida em fevereiro, forma encontrados outros R$ 11 milhões. Neste caso, os valores que apareceram no inventário da ex-primeira dama também são incompatíveis com a renda de uma simples dona de casa. 



Após sofrer com a conivência de autoridades locais com os desmandos de integrantes do MST, um grupo de mais de 100 pecuaristas se uniu nas cidades de Xinguara-PA, Redenção-PA e outros municípios da região para impedir novas invasões e depredações em propriedades rurais locais.

O grupo divulgou um vídeo nas redes sociais para alertar os membros do MST sobre a disposição dos produtores locais em defender suas propriedades diante da negligência do Estado e das autoridades. Informações dão conta de que pelo menos três grupos de invasores do MST já foram colocados para correr por proprietários rurais da região de Redenção-PA. Quem avisa, amigo é...




O escândalo envolvendo o repasse de milhões de dólares ao ex-presidente Lula por parte do do ditador líbio Muamar Kadafi pode render uma bela dor de cabeça não apenas para o petista como também para seu partido. Como se tratou de uma doação ilegal proveniente do exterior, a comprovação destes repasses ilegais pode significar a cassação do registro partidário do PT.

O depoimento do ex-ministro Antonio Palocci é apenas mais um dos episódios da intrincada relação de Lula com o ditador Líbio. Palocci confirmou que o ex-presidente Lula recebeu 1 milhão de dólares em 2002 do então ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para sua campanha eleitoral, na época em que o petista era candidato

Um  velho amigo de Lula já havia relatado episódios ainda mais escabrosos do envolvimento do petista com Kadafi. O ex-pastor evangélico Caio Fábio fez declarações sobre o episodio que ficou conhecido na época como caso do “Dossiê Cayman”. Caio teve forte amizade por mais de 30 anos com o ex-presidente Lula e acabou caindo em desgraça. O ex-pastor confirma Lula lhe pediu para trazer ao Brasil a soma de U$ 35 milhões referentes a uma doação ilegal do ditador líbio. Com base nos relatos de Palocci, o MPF deve querer unir um fato ao outro e convocar Caio Fabio a prestas esclarecimentos sobre o episódio

Não se sabe o que Lula prometeu em troca dos 35 milhões de dólares oferecidos por Kadafi, caso chegasse à presidência do Brasil. O fato é que Lula chegou ao posto, visitou o ditador várias vezes e fez negócios com Kadafi com o dinheiro do povo. O petista ganhou uma espada de ouro  do ditador, que teria dito na época que ela serviria para cortar a cabeça de seus inimigos. A espada de ouro deveria ter sido deixada em Brasília, mas Lula a roubou logo que terminou seu último mandato em 2010 e escondeu em um cofre do Banco do Brasil, em São Paulo. A Lava Jato recuperou a espada, entre outros objetos, e devolveu ao Acervo da Presidência da República. Mas a maldição que gira em torno do objeto voltou a atormentar Lula nos últimos dias e paira agora sobre sua garganta. 

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget