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O Ministério Público Federal (MPF) já pediu ao juiz Sérgio Moro que o ex-presidente Lula e outros seis réus sejam condenados pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro e que cumpram as respectivas penas em regime fechado.

O pedido consta nas alegações finais do processo que apura um suposto pagamento de propina por parte da OAS, por meio da entrega de um apartamento triplex no Guarujá, litoral paulista.

Os advogados de Lula também já apresentaram as alegações finais referentes ao caso e protagonizaram uma verdadeira trapalhada ao apontar a Caixa Econômica Federal como dona do imóvel, que teria sido dado em garantia pela OAS. A Caixa negou qualquer vínculo com o imóvel e afirmou que a alegação da defesa do ex-presidente não procede. A trapalhada criou um sério embaraço para o petista.

Em suas alegações finais, os executivos da OAS, incluindo o ex-presidente da empreiteira e amigo de Lula, Léo Pinheiro confirmou que não apenas o triplex foi reservado para Lula em contrapartida por contratos superfaturados da empreiteira com a Petrobras, como também as obras no referido imóvel e as despesas de cerca de R$ 1.3 milhão com o transporte e armazenamento do acervo presidencial trazido pelo petista de Brasília quando deixou o cargo em 2011.

“Quem oculta ser proprietário de um bem proveniente de crime, pratica lavagem de dinheiro. Como provado no presente caso, sendo o triplex no Guarujá destinado ao réu LULA pela OAS a partir dos crimes de corrupção contra a Administração Pública Federal, sobretudo contra a Petrobras, esconder que o réu LULA é o proprietário do imóvel configura o crime. Dizer que “não há escritura assinada” pelo réu LULA é confirmar que ele praticou o crime de lavagem de dinheiro", diz um trecho do documento.

Os procuradores pedem, ainda, a interdição do exercício de cargo ou função público pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade, para os acusados que forem condenados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Como se vê, o juiz Sérgio Moro tem um vasto material para se decidir sobre a condenação de Lula, que deve sair nos próximos dias. 



O cidadão brasileiro deve começar a colher, ainda que tardiamente, os benefícios que a tecnologia pode somar a cidadania. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou nesta quarta-feira (21) o fim das multas ao motorista que não estiver com a carteira de habilitação ou a licença do veículo no momento da abordagem. Aprovado em caráter conclusivo, o projeto segue direto para o Senado, caso não haja recurso para análise do plenário da Câmara.

O projeto, de autoria da ex-deputada Sandra Rosado e da deputada Keiko Ota (PSB-SP), altera o Código de Trânsito Brasileiro e determina que, na ausência dos documentos, o agente de trânsito obtenha as informações por meio de consulta a banco de dados oficial.

Quando não for possível a consulta online das informações do veículo ou do condutor, o motorista terá até 30 dias para levar o documento ao órgão de trânsito responsável pela autuação. Com isso, o auto de infração será cancelado e o motorista não terá pontos computados em sua carteira.

A medida não vale a pessoas que forem flagradas dirigindo sem ter tirado a carteira de habilitação.

Segundo a Câmara, a comissão acompanhou o voto do relator, deputado João Campos (PRB-GO), pela constitucionalidade e juridicidade do texto.

Pelas regras atuais, quem é flagrado dirigindo sem portar o licenciamento e a carteira de motorista pode ser multado e ter seu veículo retido até a apresentação dos documentos. A infração é considerada leve e rende três pontos na carteira de habilitação, além de multa de R$ 88,38.

Com informações da Agência Brasil



A defesa do ex-presidente Lula e seu cliente encontram-se totalmente acuados diante da ameça da condenação do petista no caso do esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro relativos ao triplex do Guarujá. O próprio Lula encorajou sua defesa no sentido de levar o embate com a Justiça para o campo político, mas a estratégia fracassou diante dos depoimentos comprometedores de outros réus na mesma ação, sabidamente o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro e outros executivos do grupo.

As confissões de Léo Pinheiro são particularmente embaraçosas, tendo em vista que se trata do cúmplice direto de Lula nos crimes denunciados na peça do Ministério Público Federal e acolhida pelo juiz federal Sérgio Moro. É como se a esposa denunciasse o amante cúmplice pelo assassinato do marido.

Os indícios apresentados conduzem a uma inexorável condenação do petista.

1.
Os executivos da OAS dizem que o apartamento estava reservado para Lula, e que isso era de conhecimento geral dentro da companhia

2.
Documentos apreendidos na casa de Lula faziam referência ao tríplex, como um contrato de adesão com o número do apartamento rasurado

3.
Segundo Léo Pinheiro (sócio da OAS), a negociação foi feita por Paulo Okamotto, do Instituto Lula, e João Vaccari, ex-presidente da Bancoop

4.
Pinheiro afirmou ainda que, entre abril e maio de 2014, Lula pediu que ele apagasse provas de pagamentos de propina no Brasil ou exterior

5.
Lula admitiu ter se encontrado com Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, para perguntar sobre denúncias, mostrando elo com esquema.

A defesa de Lula se apega ao argumento de que os indícios não são suficientes para condenar seu cliente, embora não tenha conseguido apresentar nenhuma contra prova para contestar as acusações.

Nesta ação penal, pesam contra Lula 3 acusação de crimes de corrupção: na primeiro, o petista é acusado de chefiar o petrolão por ter sido o responsável por manter diretores que desviaram recursos na estatal. Na segunda, Lula é acusado de ter recebido um triplex da OAS em troca de beneficiar a empresa com 3 contratos que tiveram R$ 87 milhões em pagamentos de propina. Na terceira, Lula teria sido beneficiário de vantagens indevidas no episódio do transporte e armazenamento do acervo presidencial.

No entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Dias Toffoli, externado em decisão recente, "Indícios, quando fortes, seguros e não contrariados por contraindícios ou provas diretas, podem autorizar o juízo de culpa". Na ocasião, ministros do STF entenderam que "provas indiciárias são aptas a justificar o juízo condenatório". Isto significa que não haverá, ao menos por parte da Justiça, nenhuma controvérsia, caso o juiz federal Sérgio Moro condene Lula nos próximos dias.

Com informações da Folha



O coordenador da força-tarefa da Lava Jato e procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, é reconhecidamente um homem obstinado em fazer o bem. Além de ser um dos mais duros porta vozes do combate à corrupção no país, Dallagno dedica o tempo que lhe sobra para conscientizar a sociedade dos malefícios que a corrupção causa ao país.

Além de combater a corrupção de manira prática em seu dia a dia, o procurador da República combate o conceito da corrupção em palestras pelo pais e destina os recursos para um hospital na Paraná que cuida de crianças com câncer.

"Por decisão própria, em 2016 eu decidi destinar todos os valores que seriam recebidos com palestras para uma entidade filantrópica", afirmou o procurador, citando o hospital no Paraná. Segundo ele, foi autorizado que o hospital preste informações sobre os valores recebidos. As próprias entidades que bancaram as palestras repassaram os recursos aos hospitais, sem passar por Dallagnol.

Além de promover a consciência de que a corrupção é uma coisa nefasta para o país, o procurador da República ainda consegue reverter parte destes aspectos negativos para o lado do bem. Já os representantes do PT tentam atacar Dallagnol simplesmente para tentar desqualificar o brilhante trabalho que tem realizado como procurador e como quanto brasileiro.

Dallagnol, recebeu R$ 219 mil em 2016 em 12 palestras feitas para falar da corrupção e da história da operação, declarou e doou todos os recursos para uma instituição do Paraná. Lula diz que fez palestras para empresas que participaram do assalto na Petrobras, recebeu quase R$ 30 milhões, não declarou e gasta tudo com corrupção, viagens de jatinho de luxo e cachaça.




O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu dar publicidade para algo que já havia sido anunciado na semana passada e anunciou  que já abriu o prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer, a partir das delações da JBS.  A partir da intimação, a PGR terá prazo legal de cinco dias para decidir sobre eventual denúncia contra o presidente e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Fachin tem pressa, já que a decisão do STF de mantê-lo na relatoria da delação da JBS ainda não ficou completamente assegurada, o que só deve ocorrer a partir do dia 28, mais ou menos a data limite que impôs a Janot nesta quinta-feira, 22.

O ministro simplesmente ignorou mais um pedido de Policia Federal (PF) para prorrogar por mais cinco dias o inquérito aberto para investigar o presidente e Loures.  Com a decisão, a PF deverá anexar as diligências que ainda faltam, como o laudo das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com o presidente, nos próximos dias.

No início do mês, a investigação já foi prorrogada pela primeira vez a pedido da PF, que alegou necessidade de mais tempo para concluir as investigações, iniciadas a partir das citações do nome do presidente nas delações dos executivos da JBS. Desde então, Janot já adiou a denúncia por três vezes, o que tem prolongado excessivamente a crise política no país.



O empresário Joesley Batista prestou depoimento na quarta-feira (21) à Polícia Federal na Operação Bullish, que investiga se o BNDES favoreceu a JBS, e confirmou que conseguiu comprar várias empresas com o dinheiro do contribuinte através de seus esquemas de corrupção com os governos do PT de Lula e Dilma. Sem os esquemas, Joesley  não teria conseguido transformar a pequena Friboi na gigante J&F. Foi com o dinheiro que ganhou durante os governos do PT que conseguiu comprar 1890 políticos. Tudo graças a Lula e Dilma.

O criminoso confesso Joesley confirmou que as negociações com o BNDES envolvendo o dinheiro publico começaram quando Guido Mantega era presidente do banco, durante o governo Lula. Segundo Joesley, foi através do PT que ele conseguiu comprar várias empresas para seu Grupo Empresarial. Disse também que sem a pressão e o acompanhamento de Mantega, a JBS não teria conseguido empréstimo necessário para compra da empresa Swift, a primeira grande aquisição do grupo na era PT.

O empresário também foi questionado sobre uma suposta conta que ele disse ter aberto no exterior - no valor de US$ 150 milhões - para o financiamento das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Joesley respondeu que essa conta era movimentada por ordem de Guido Mantega.

Graças aos esquemas de corrupção com o PT, segundo o próprio Joesley, a JBS é dona de quase 50 marcas, atuantes em 22 países dos cinco continentes do mundo. Sua receita no ano de 2016 foi de pouco mais de 170 bilhões de reais, com lucro de 376 milhões. De fato, Lula e Dilma fizeram muito pelos açougueiros da cidade de Anápolis, em Goiás. Resta saber se não são sócios em alguns destes negócios.



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parece preocupado com os desdobramentos negativos do acordo de delação premiadíssima firmado com os criminosos confessos da JBS e tenta agora reverter a imagem negativa perante a opinião pública. Para mostrar serviço e demonstrar que não está poupando os corruptos do PT, Janot enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que os ex-presidentes Lula e Dilma prestem depoimentos no inquérito aberto que apura a suposta compra de apoio de partidos políticos à campanha de reeleição da petista em 2014.

Janot quer a petezada toda se explicando e também pediu o depoimento do ex-presidente do PT Rui Falcão, Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma, do ex-ministro Aloizio Mercadante da ex-secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares d a empresária Mônica Moura, mulher de Santana  e duas ex-secretárias de Edinho Silva, o ex-tesoureiro da campanha da campanha de Dilma em 2014.

Janot também pediu que outras 11 pessoas, de quatro partidos, sejam investigadas formalmente no inquérito, que foi instaurado originalmente contra o atual ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira (PRB), com base na delação premiada de executivos da Odebrecht.

A lista inclui nomes do PT, como o ex-tesoureiro da campanha Edinho Silva e seu ex-assessor Manoel de Araújo, os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Lava Jato. Completam a relação o marqueteiro João Santana, Eurípedes Júnior e Salvador Zimbaldi Filho, do PROS; Carlos Lupi e Marcelo de Oliveira Panella, do PDT; e Fábio Tokarski, do PCdoB.

O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, deve informar nos próximos dias  se aceita ou não os pedidos do procurador-geral da República.

Inquérito

A investigação no STF foi aberta com base na delação premiada dos executivos da empreiteira, entre eles Marcelo Odebrecht. Segundo os relatos, Marcos Pereira, que era presidente do PRB em 2014, teria recebido R$ 7 milhões para garantir o apoio do partido à chapa na eleição presidencial de 2014.

Nos depoimentos, o executivo apontou também que teria repassado dinheiro a outros partidos, como o PROS, PDT e PCdoB, afim de garantir o apoio deles à chapa e, consequentemente, obter a parcela de tempo do horário gratuito de rádio e TV a que eles tinham direito.

A chapa de Dilma em 2014 tinha como vice o atual presidente Michel Temer e era composta por uma aliança de nove partidos: PT, PMDB, PDT, PCdoB, PP, PR, PSD, PROS e PRB.

Todos os envolvidos negam irregularidades e afirmam que não houve pagamentos em troca de apoio para a campanha de 2014.



O ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Edson Facnin, o relator da Lava Jato na Corte, homologou a delação do criminoso confesso, Joesley Batista, fechada com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Isto todo brasileiro já está cansado de saber. Ainda mais por se tratar de m dos mais controversos acordos de toda a história do Ministério Público Federal.

Foi justamente com base neste acordo, que o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS Friboi, conseguiu perdão judicial para cerca de 245 crimes confessos. Ao garantir a imunidade total para o criminoso, Janot justificou os benefícios, alegando que o teor da delação do empresário envolveu autoridades que ocupam ou ocuparam os mais altos cargos do país, como o presidente Michel Temer, o senador afastado Aécio Neves e os ex-presidentes Lula e Dilma.

Janot pediu a prisão de Aécio e prepara uma denúncia criminal contra Temer. Mas até o momento, não moveu uma palha contra Lula e Dilma, os dois maiores responsáveis pelos crimes cometidos por Joesley Batista. Sim, pois sem o dinheiro do BNDES, Joesley não teria conseguido transformar a pequena Friboi no gigante J&F em tão pouco tempo e, com isso, conseguir bilhões para comprar políticos corruptos, como os próprios Lula e Dilma.


Esta semana Joesley Batista e seu diretor Ricardo Saud prestaram depoimentos na Procuradoria da República no Distrito Federal para detalhar como foram feitos os pagamentos dos valores de corrupção que ele mencionou em sua delação premiada. Segundo Joesley, uma bolada de US$ 150 milhões (R$ 490 milhões ao câmbio atual) estava em contas na Suíça à disposição dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma, ambos do PT. O valor foi repassado em dinheiro vivo, notas frias e até como doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e era parte que o grupo obteve a partir dos financiamentos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Procuradoria já sabe que os pagamentos eram feitos no Brasil. A conta em nome de Joesley, mas reservada para Lula, tinha US$ 80 milhões (R$ 262 milhões). A destinada a Dilma, somava US$ 70 milhões (R$ 229 milhões). Segundo o empresário, todos os recursos foram usados na campanha de 2014, quando a petista se reelegeu numa das campanhas mais vergonhosas da história da democracia brasileira. Além das mentiras que mais tarde configuraram um verdadeiro estelionato eleitoral, se descobriu que Dilma se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras e com dinheiro roubado do BNDES. Os empresários Marcelo Odebrecht e Joesley Batista já confirmaram em suas delações homologadas pelo STF que trataram diretamente com Dilma sobre os acertos de propina. O Brasil inteiro sabe de tudo isso, mas até o momento, nenhuma medida contra a petista que mentiu e roubou o povo. Até quado vão impor ao povo brasileiro tanta vergonha, escárnio e impunidade?



O ex-presidente Lula saiu do sério e não escondeu sua irritação ao tomar conhecimento que dirigentes petistas se reuniram com integrantes do PSOL e de movimentos de esquerda para discussão de um programa de governo para o país. Detalhe: Lula não foi sequer convidado.

O petista soube que estava sendo passado para trás em seu próprio partido através da imprensa, dias após a reunião das lideranças políticas de esquerda. O petista foi completamente ignorado pelo grupo de petistas, dirigentes do PSOL e representantes de movimentos de esquerda, que se reuniram no domingo (18) para traçar uma estratégia para a oposição.

Ainda segundo petistas, Lula ficou particularmente contrariado com o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ). Na segunda-feira, Lindbergh participou de uma reunião com Lula na sede do partido em São Paulo, mas não fez qualquer menção ao encontro da véspera.

Segundo a Folha, o encontro foi realizado a convite do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de Guilherme Boulos, e da Frente Povo Sem Medo, a reunião contou com a participação do ex-ministro da Justiça Tarso Genro e de Vicente Trevas, assessor do Planalto no governo Lula.

O secretário de Formação do PT, Carlos Henrique Árabe, e o deputado estadual João Paulo Rillo foram à reunião. O deputado federal Ivan Valente (SP) e o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) eram representantes do PSOL à mesa.

Para integrantes da cúpula petista aí está o embrião de um novo partido. Dirigentes petistas chegaram a chamar seus colegas que foram ao encontro de desonestos.

A movimentação de Boulos também surpreendeu petistas. Eles chamam a reunião de inoportuna por ocorrer num momento em que se espera uma decisão do juiz Sergio Moro sobre a ação penal do caso tríplex, em que Lula é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio da posse de um apartamento em Guarujá.



A ex-presidente Dilma Rousseff presta depoimento nesta quinta-feira (22), na Justiça Federal em Brasília como testemunha de defesa do ex-presidente Lula. A petista falou por meio de videoconferência, a partir de Porto Alegre, na ação que investiga irregularidades na compra de caças suecos Gripen. O caso é investigado pela Operação Zelotes. O ex-presidente Lula e o filho dele Luis Cláudio Lula da Silva são investigados nessa ação e já foram denunciados pelo Ministério Público por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Outros dois acusados nessa ação, os lobistas Mauro Marcodes e Cristina Mautoni, teriam atuado por meio de influência indevida na compra dos aviões. Eles teriam feito lobby para a empresa fabricante dos aviões, a Saab, junto ao governo brasileiro.

Além de Dilma, serão ouvidos Bengt Janér, representante da Saab no Brasil, e Luiz Alberto dos Santos, que trabalhou na Casa Civil entre 2003 e 2014. Este é mais um daqueles momentos em que Dilma começa as frases com o tradicional "veja bem" e acaba sem dizer coisa com coisa, enquanto olha para o relógio, torcendo para que o interrogatório acabe logo.

Dilma simboliza o momento em que o Brasil
embarca em mais uma canoa furada de Lula
Coube a Dilma dar prosseguimento aos negócios que teriam sofrido a influência de Lula nos bastidores. A petista assinou em 2013 o maior contrato de exportação da história da Suécia, os caças Gripen NG foram adquiridos por cerca de 39 bilhões de coroas suecas (que correspondia a R$ 13 bilhões na época). Outros US$ 245 milhões (R$ 950 milhões, em valores atuais) serão gastos em armamentos para equipar as aeronaves militares.



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sai do sério sempre que é questionado sobre os termos do controverso acordo de delação que firmou com o mega criminoso Joesley Batista. O empresário colheu todos os benefícios à vista, mas vai entregar a contrapartida à prestação. É isso mesmo. A delação homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal lhes garantiu o perdão judicial por todos os seus crimes, algo sem paralelo e um um salvo-conduto para que ele possa morar nos Estados Unidos e desfrutar de sua fortuna sem ser importunado por ninguém. Tudo isso sem entregar as provas dos 245 crimes que confessou ter cometido.

Na "solidão de seu cargo", Janot ainda concordou em aplicar multas generosas, parceladas em mais de dez anos. Tudo isso em troca de uma gravação fajuta e de flagrantes simulados que até o momento não resultaram em nada. Temer não caiu e Aécio Neves continua solto. Já os principais cúmplices de Joesley Batista em sua longa trajetória de crimes contra os cofres públicos, os ex-presidentes Lula e Dilma, estão rindo das acusações sem prova, subindo em palanques e falando em auditórios.

O dono do grupo JBS, Joesley Batista, prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (21) durante quase oito horas. Ele depôs aos delegados da Operação Bullish, que investiga irregularidades em aportes ao grupo concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Investigadores da Operação Greenfiel também participaram do depoimento, caso o empresário comentasse também as fraudes envolvendo fundos de pensão.

Mas ao que tudo indica, Joesley falou, falou e não falou nada, Nem entregou nenhuma prova. Para completar o escárnio do empresário com as leis e as instituições do país, o empresário já chegou na sede da Polícia Federal em Brasília acompanhado de dois policias civis de São Paulo. Os dois agentes estavam armados por isso foram autuados. Os agentes, que não nada comunicaram aos seus superiores, devem ser afastados pela Secretaria de Segurança de São Paulo. Joesley pode ser multado por ter contratado ilegalmente os serviços particulares de servidores públicos.

Como já colheu todos os benefícios que poderia sonhar, Joesley agora avalia que tipo de prova pretende entregar para a Justiça. Se quiser, pode continuar enrolando todo mundo e não entregar mais nada. Nem Lula, nem Dilma. Como o pessoal da PGR tem sido tão bonzinho com os bandidos da JBS, podem estender os prazos por mais alguns anos para que ele entregue as tais provas de tudo que falou no ouvido de Janot.



O ex-presidente Lula tirou um enorme peso das costas após a revelação bombástica feita por seu amigo Joesley Batista de que o presidente Michel Temer é o verdadeiro chefe da organização criminosa que assaltou os cofres públicos ao longo da última década e meia. 

Não fosse o destemido dono da Friboi, Lula ainda estaria levando a culpa de muitos crimes e desvios praticados pelo Conde Drácula que atualmente ocupa o Palácio do Planalto. Temer forçava Lula a tolerar os irmãos Castro de Cuba, a beber cachaça e comer quantidades enormes de churrasco quando não fazia o que ele mandava. 

Entre tantas maldades que Lula sofre nas mãos do mordomo, a que mais irritou o petista foi ter sido obrigado a pegar a baranga Rosemary Noronha. Segundo Lula, isso não tem perdão.



A maior parte da imprensa nacional tem agido de forma irresponsável ao explorar a cobertura dos fatos políticos recentes do país de forma sensacionalista, visando apenas os lucros com os cliques. No caso da Globo em particular e de outros veículos menores, a tentativa descarada de derrubar o governo de forma extremamente prematura chega a dar nojo em muitos leitores que estão mais familiarizados com a realidade do momento atual.

De fato, o Brasil enfrenta uma das mais graves crises institucionais desde o pequeno intervalo de um ano, desde o impeachment da ex-presidente Dilma. A animosidade entre setores do judiciário e o executivo tem gerado uma onda de expectativas bastante pessimistas, mas praticamente nada em caráter definitivo e conclusivo.

Surfando nesta onda, empresas de comunicação tentam promover o caos com leituras tendenciosas, visando fragilizar ainda mais a frágil estabilidade política do presidente Michel Temer. Este tipo de abordagem para os problemas do país não ajudam em nada o Brasil. Ainda mais se Temer sobreviver à uma das mais duras campanhas para derrubar um presidente em toda a história do país.

Nenhum presidente jamais sofreu tanta pressão dos meios de comunicação e de setores do judiciário com base em fatos tão inconclusivos, em evidências tão frágeis e diante da absoluta ausência de qualquer prova relativamente concreta.

Assusta a serenidade com que Temer tem lidado com tantos ataques, com tantas denúncias vagas e com o vigor da campanha que é movida contra ele nos últimos dias. Curiosamente, o ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros concedeu uma entrevista esta semana ao jornal El País (aqui), na qual demonstrou a mesma serenidade em meio ao caos que setores do judiciário e dos meios de comunicação tentam impor ao país:

El País - Qual sua estimativa para o crescimento do PIB este ano?

Mendonça de Barros - Na média vai dar 1%. Talvez até um pouco mais. Agora, o importante é que na virada do ano, no último trimestre, já vai estar crescendo uns 3%. No último tri comparado com o último do ano passado acho que já vai estar crescendo 3%. E acho que o ano que vem como um todo vai dar 4% de crescimento.

El País - Acha que o Governo conseguirá aprovar as reformas trabalhista e da Previdência?

Mendonça de Barros -  Eu aprendi na minha vida profissional que quando eu estou no avião e ele começa a pular, eu não vou na cabine e pergunto para o comandante o que ele está fazendo. Quem sabe é ele. Quem sabe se vai aprovar as reformas são o Temer e sua equipe. O que eu posso dizer é que é um pessoal muito competente para fazer isso. E não tem outro jeito. Num Parlamento como o nosso, se você não ceder aqui e ali... O objetivo primeiro é aprovar, e acho que vão conseguir.

El País - O Governo deixou de fora da reforma os militares, por exemplo. Isso não é um erro grave?

Mendonça de Barros -   A reforma da Previdência será feita em duas etapas. Isso acontece em qualquer lugar do mundo. As mudanças são tão críticas do ponto de vista das pessoas, que se você buscar o ótimo você não consegue nada. O que eu acho é que a transição para o modelo final está sendo muito bem feita. O modelo final é que tem problemas. Mas aí lá para frente você reforma o modelo final. Essa crítica é típica de jornalista, que precisa criar um factoide: "Ah, o Governo cedeu aqui". A dinâmica parlamentar é assim.

El País -  Mas a precarização pode prejudicar setores importantes para o desenvolvimento futuro, como o de tecnologia por exemplo.

Mendonça de Barros -   A nossa Legislação trabalhista é do Getúlio Vargas, de 1943. Nós estamos em 2016. Certamente ela não está adequada ao mundo moderno, e por isso precisa mudar. Agora, no mundo moderno o emprego é mais precário do que há 30, 40 anos. No mundo todo, e aqui também será assim, não tenha dúvidas. E por isso você precisa criar mecanismos: a Justiça do Trabalho hoje é enviesada por uma proteção [ao trabalhador] que hoje não é mais possível. E como o Brasil tem sindicatos fortes, coloca na mão dos sindicatos e das empresas um espaço maior de negociação, o que está correto. O problema é o seguinte: não pode o Brasil em 2016 ter uma legislação trabalhista criada em uma ditadura fascista. E ponto final.

El País -  Você vislumbra o final de um ciclo político em 2018, com outsiders tendo destaque nas eleições?

Mendonça de Barros -   Será uma eleição de transição. Não sei o que vai acontecer até lá. O que eu tenho certeza é que as eleições de 2018 vão se dar em uma situação econômica completamente diferente da que nós temos agora. E isso vai mexer com o resultado da eleição. Que nós chegamos ao fim de um ciclo político, chegamos. O que vai se colocar no lugar ainda é uma questão. E não será o Governo Temer.

El País -  Um candidato com plataforma de Governo que inclua reformas será competitivo?

Mendonça de Barros -  Eu tenho certeza. Porque a economia vai melhorar, e vai amenizar essa pressão toda. Por que o Temer tem a avaliação da Dilma? Porque a economia hoje é igualzinha à da Dilma. Então porque o povo vai avaliar melhor? A população não tem essa capacidade de olhar para frente. Por isso eu digo: o segundo ano do Temer será muito diferente do que foi o primeiro.

El País -  Acha que o Governo errou em algo na condução da política econômica?

Mendonça de Barros -   Juros. O Banco Central foi muito lento ao cortar os juros. É minha única crítica.

El País -  O Governo adiou o aumento de impostos. Isso se sustenta?

Mendonça de Barros -  Acho que sim, porque se a economia voltar a crescer a arrecadação responde imediatamente. Nós estamos tendo um déficit que é cíclico. O PIB caiu 8%, o que você espera? E mesmo se olhar as despesas discricionárias do Governo este ano estão caindo bastante.

El País -  Alguns críticos das reformas dizem que o andar de cima não está ajudando no ajuste fiscal como deveria. Você concorda?

Mendonça de Barros -  Você me desculpe, mas isso aí não está no meu foco. Esse negócio de distribuição de renda eu deixo para outros falarem. Coitado do Temer se colocarem para cima do mandato dele esse problema. É sacanagem: ele não foi eleito para mexer nisso, isso é algo para ser mexido lá para frente.

El País -  Acha que a política de teto de gastos públicos vai durar?

Mendonça de Barros -   Vai. No Brasil é o seguinte: algumas coisas levam 10, 15 anos para serem feitas. Mas uma vez que foram feitas [não tem volta]. Pega as privatizações: hoje alguém liga por ter feito ou não ter feito? Ninguém. Hoje você privatiza até a escola da esquina, porque os resultados são evidentes. Basta olhar para a telefonia. Uma linha de celular custava 4.000 dólares. Um fixo custava 2.000 dólares.

Como se vê, existem pessoas razoáveis que torcem para o bem do país, sem especular sobre denúncias inconclusivas feitas por criminosos e acolhidas como verdades absolutas por setores do judiciário, pela Rede Globo e por outros portais que parecem lucrar com a crise artificial que eles mesmos produziram.

Embora Temer tenha muito ainda que se explicar, o judiciário e a imprensa precisam ter mais responsabilidade ao dar credibilidade a criminosos a ponto de provocar uma crise tão grave antes mesmo de checar todas as denúncias e produzir provas concretas.




O direito de asilo (também conhecido como asilo político) é uma antiga instituição jurídica segundo a qual uma pessoa perseguida por suas opiniões políticas, situação racial, ou convicções religiosas no seu país de origem pode ser protegida por outra autoridade soberana de um país no estrangeiro. O direito de asilo tem origem numa longa tradição ocidental e se aperfeiçoou ao longo do tempo. A maioria dos países do mundo acolhem pessoas por motivos de perseguição política, religiosa ou étnica.

Considerando este aspecto do direito ao asilo político, e levando em contra que o ex-presidente Lula vive alegando ser vítima de perseguição política, seria possível afirmar que o petista encontraria refúgio com facilidade não apenas entre os países que foi tão 'camarada" enquanto era presidente, como Cuba, Venezuela e Angola. Como perseguido político, Lula poderia se refugiar um praticamente qualquer país do mundo.

Mas as coisas não são mais tão simples assim nos dias de hoje. Embora a maioria dos países do mundo acolham pessoas por motivos de perseguição política, religiosa ou étnica, esta garantia não se estende para pessoas que praticaram crimes comuns, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, como é o caso de Lula. Simples assim.

Caso seja condenado pela Justiça brasileira, mesmo que o petista insista em se refugiar em outro país alegando ser alvo de perseguição política no Brasil, suas chances de assegurar o direito ao asilo político são mínimas. Mesmo em se tratando de Cuba, Venezuela e Angola.

As Justiça brasileira enviaria ao país em que Lula se refugiar as cópias dos autos do processo em que foi condenado, comprovando que o petista foi sentenciado por crimes comuns. Diante das evidências e da farta documentação que costuma envolver estes processos, a autoridade estrangeira deportaria o ex-presidente imediatamente.

Apesar de contar com a simpatia de chefes de Estado de países corruptos, o peso da balança comercial entre o Brasil e a maioria destes países penderia para a opção de deportação de Lula. Diante da fragilidade das economias de Cuba e Venezuela, e dos altos volumes de negócios entre o Brasil e Angola, ninguém iria trocar bilhões em negócios por um político corrupto em fim de carreira que não tem mais nada a oferecer a não ser uma grande dor de cabeça.



O principal representante da defesa do ex-presidente Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins, parece ter colocado tudo a perder em sua cartada de mestre reservada para suas alegações finais do processo em que Lula é acusado de ter recebido como propina um triplex no Guarujá.

Acuado diante do depoimento do principal envolvido no esquema de corrupção, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, a defesa do ex-presidente Lula apelou para uma estratégia suicida de encontrar um dono para o imóvel que Lula diz que não é dele: alegou que o imóvel pertencia à Caixa Econômica Federal. O problema é que a instituição negou qualquer vínculo com o imóvel e informou que jamais precisou "executar" a OAS.

O desespero de Zanin até que é compreensível,  dada a dificuldade de tentar desmentir um cúmplice de um crime que envolve apenas dois sujeitos. Trata-se de uma tarefa bastante complicada para qualquer advogado. Ainda mais no momento em que um dos investigados aponta para o outro. Pior ainda quando o cúmplice é ninguém menos que o detentor do imóvel. Léo Pinheiro é simplesmente o sócio e ex-presidente da empreiteira OAS, a dona do Edifício Solaris, onde fica o triplex de Lula. O tecnicamente dono do triplex afirmou ao juiz Sérgio Moro que deu o imóvel para Lula em troca de contratos superfaturados com a Petrobras.

Por meio de sua defesa, Léo Pinheiro, que também é réu na mesma ação penal, "confirmou que o triplex nunca foi posto à venda porque já tinha um dono e que as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa. O projeto de reforma foi aprovada na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo".

Léo Pinheiro prossegue em suas alegações finais que "o apartamento não foi um presente para Lula, mas sim pagamento de propina. "Os valores gastos pela OAS eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com a anuência do seu maior líder partidário".

Mas a demonstração de desespero mesmo veio depois que a Caixa negou ser a dona do imóvel. Sem ter como recuar, os advogados responsáveis pela defesa do ex-presidente Lula divulgaram uma nota nesta quarta-feira 21 reiterando o que apresentaram nas alegações finais do processo em que Lula é acusado de ter recebido um triplex no Guarujá. Eles afirmam que a nota divulgada ontem pela Caixa Econômica Federal "não colide, sob nenhuma hipótese, com as alegações finais da defesa".

Em outras palavras, Zanin continua teimando em afirmar que o imóvel é da Caixa, mesmo diante das negativas da instituição. Com esta insistência, o advogado de Lula alega que o empreiteiro Léo Pinheiro não poderia prometer o imóvel a Lula, se ele havia sido repassado à Caixa.

Mesmo se isso fosse verdade, quem garante a Zanin que Léo Pinheiro não poderia prometer o imóvel à Lula e este ter aceitado, sem saber que o triplex estivesse alienado à contratos da Caixa? O executivo poderia perfeitamente fechar o negócio com o ex-presidente, tendo em mente desembaraçar o imóvel posteriormente.

Sérgio Moro agradece.



O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa jogou a toalha em seus planos de concorrer à Presidência em 2018. O aspirante a político estava até animadinho com a possibilidade de se tornar o mandatário da nação e chegou a cogitar sua candidatura há cerca de uma semana.

Mas ao que tudo indica, o ex-ministro mudou rapidamente de ideia após a tortura de tolerar por horas a conversa de artistas simpatizantes da esquerda durante um jantar que havia sido combinado logo após o fracasso do Show das Diretas, no fim de maio, no Rio.

Homem de compromisso, Barbosa se resignou ao sacrifício e compareceu ao local como havia combinado. Embora tenha demonstrado claramente a sua simpatia pela esquerda, Barbosa deve ter sofrido com a overdose de conversa para boi dormir da anfitriã, a produtora cultural Paula Lavigne, a hábil captadora de recursos da famigerada Lei Rouanet e também ex-mulher de Caetano Veloso, que também estava presente.

Segundo o Estadão, O jantar teve a participação de Marisa Monte, Fernanda Lima, Letícia Sabatella, Lázaro Ramos, Fernanda Torres e Thiago Lacerda, entre outros, além do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que cultivava o sonho de ter o Barbosão como vice na mesma chapa de Marina Silva.

Entre as poucas palavras que gastou durante toda a noite, certamente após muita reflexão diante daquela gente, Joaquim Barbosa afirmou em caráter definitivo que não será mais candidato à Presidência da República em 2018.

Todos ficaram muito abatidos com a repentina resolução do ex-ministro. Sem graça, Paula Lavigne. afirmou em tom de brincadeira que se o (Jair) Bolsonaro fosse eleito, a culpa seria dele (de Joaquim Barbosa).

Ao se deparar com o que há de fato por trás do cérebro dos esquerdopatas, Joaquim Barbosa solicitou solenemente: "me incluam fora disso".



O jornalista José Fucs publicou uma interessante análise sobre a trajetória dos mitos do comunismo e do socialismo ao longo da história. Em sua coluna no Estadão, Fucs observa que  "os partidos comunistas da extinta União Soviética e da China levaram décadas para reconhecerem os crimes cometidos por Stálin e Mao, enquanto no Brasil, "os petistas repetem a tática dos ditadores e se negam a admitir os seus erros"

O jornalista faz um paralelo sobre o papel que o PT desempenhou na “industrialização” da corrupção no País, sobre como glorificam seus corruptos de estimação, considerados “guerreiros do povo brasileiro”, que agiram em defesa de uma causa considerada “revolucionária” e sobre como se notabilizaram jogando toda a sujeira para debaixo do tapete. A lava Jato revelou ao país quanto custou de fato a década e meia de corrupção do PT, que se irradiou para todos os partidos. Lula acabou formando uma grande organização criminosa pluripartidária onde todos se tornaram cúmplices uns dos outros. Os doutores das cartilhas do comunismo mostraram para os velhos corruptos como se aparelha o Estado, as instituições e as estatais. Lula ensinou a todos os políticos como se rouba de verdade, permanecendo teoricamente impune.

Cabe lembrar que o PT nunca foi uma unanimidade entre os brasileiros, desde os mais humildes aos mais cultos. É importante que isto seja lembrado, pois ao se constatar a destreza com que perpetraram tantos crimes no país, a impressão que fica é a de que conseguiram enganar a todos os brasileiros, que todos os eleitores são trouxas e que Lula é o mestre da enganação. Isto não é verdade. Pessoas sensatas, honestas e inteligentes estão sempre à frente de seu tempo quando o assunto é comunismo, socialismo e outras lorotas contadas por gente que nunca gostou de trabalhar. Nem Lula nem Dilma jamais ganharam uma eleição em primeiro turno e mesmo no segundo turno das eleições que disputara, não obtiveram os votos da maioria dos eleitores brasileiros.

Mas o mundo está repleto de gente que acolhe, de acordo com a própria conveniência, ideias irrefletidas e as consequências maiores nem sempre são elas que sofrem, como no caso do funcionalismo público que apóia um partido corrupto em troca de afagos e proteção. Como setores do mercado financeiro, do empresariado, de rentistas e de donos de grandes fortunas que sustentam a manutenção de governos corruptos para que possam manter o status quo. São forças visíveis e invisíveis que dão suporte a grupos que possuem projetos de poder, e não para projetos para o país e para a sociedade como um todo. É exatamente a falta de escrúpulos de certos grupos da sociedade que permitiu a chegada de Lula e do PT no poder. Assim como o PT, estas pessoas possuem o projeto de poder pessoal ou coletivo. São exatamente estas pessoas que não se conformam com o declínio irreversível deste grupo.

Como supõe o jornalista José Fucs em seu artigo do Estadão (aqui), "Talvez, como na União Soviética de Stálin e na China de Mao, o PT só faça a autocrítica na próxima geração, depois da morte de Lula e de outros líderes do partido hoje". São pessoas que só sabem viver um sonho.





O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deu início as tratativas com procuradores do Ministério Público Federal de Brasília e do Rio de Janeiro para conseguir fechar um acordo de delação premiada. Por meio de seus advogados, Cabral confirmou que pretende revelar fatos inéditos sobre os esquemas de corrupção que manteve com o ex-presidente Lula ao longo de mais de uma década.

Condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Cabral tem fatos a revelar sobre os esquemas de corrupção do Comperj, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro que teve obras superfaturadas em mais de R$ 1 bilhão. A proposta de delação de Cabral está parada na Procuradoria-Geral da República em Brasília, onde o foco central dos últimos meses tem sido o acordo de delação com os criminosos do Grupo JBS.

Entre os episódios relatados por Cabral, porém, um em especial chamou a atenção dos procuradores. O ex-governador prometeu detalhar uma reunião, realizada em 2009, na qual ele, o ex-presidente Lula e o ex-prefeito Eduardo Paes teriam autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes, conhecido como “Rei Arthur”, a pagar propina a membros do Comitê Olímpico Internacional para que o Rio de Janeiro fosse escolhida cidade-sede dos Jogos de 2016.



Enquanto o ex-presidente Lula continua alegando que se o deixarem concorrer nas próximas eleições presidenciais  ele vencerá o pleito, um novo levantamento  feito pelo Instituto Paraná pesquisas mostra uma situação oposta do petista perante a opinião pública. Para 71% dos brasileiros, o juiz Sergio Moro vai condenar o petista no caso do tríplex.

Entre os que alimentam a esperança na impunidade, apenas 24% disseram que o ex-presidente será absolvido, enquanto 4,4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar.

A maioria dos entrevistados também não acredita que o juiz Sérgio Moro persegue Lula. A pesquisa revela um fato que já se tornou motivo de brigas entre os dirigentes petistas. Entre os possíveis pré-candidatos, o nome de Lula é o mais rejeitado entre os eleitores nas últimas pesquisas, nas quais o petista vem mantendo uma média de 72% de rejeição.

Os números negativos de Lula são bem parecidos com os de outras pesquisas, onde o petista já foi apontado por 77% dos brasileiros como o chefe do petrolão, por 73% como o mais corrupto da história do país e por 72% como o político que mais roubou em todos os tempos.

A regularidade e capilaridade da rejeição ao nome de Lula torna sua eventual candidatura tecnicamente inviável, segundo analistas do próprio PT. Parte dos dirigentes do partido defende que a legenda não dispute as eleições com um candidato à Presidência para razões bastante óbvias: a falta de um nome. Mas a corrente interna que prevalece defende a candidatura de Lula, pois de outra forma, o partido não conseguirá eleger senadores, deputados e governadores sem que o petista puxe os votos que ainda lhe restam entre o eleitorado.

O problema que todos tentam ignorar é que Lula deve ser condenado em segunda instância e se tornar inelegível antes de poder registrar sua candidatura, em meados de 2018.



O deputado federal Carlos Zarattini (SP), líder do PT na Câmara, se posicionou contra a possibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB) feito pela Procuradoria-Geral da República.

A Primeira Turma do STF adiou o julgamento nesta terça-feira (20/6)  dos recursos contra a decisão do ministro Edson Fachin de afastar Aécio do cargo e o pedido de prisão do tucano feito pela PGR. A defesa do senador solicitou que o Supremo devolva a ele as funções parlamentares.

Na avaliação do petista Zarattini, uma eventual prisão só poderia ocorrer em dois cenários. "Ele é um senador. Sendo assim, só poderia ser preso se fosse em flagrante ou se estivesse cometendo um crime continuado. Aquela acusação de que Aécio estaria obstruindo a justiça por estar em uma reunião fazendo política não faz sentido. Pelo amor de Deus... Fazer política não é crime continuado", avaliou.

No dia 2 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra o senador afastado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça com base nas delações de executivos da JBS. Aécio aparece em áudio pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista que seriam destinados, segundo o tucano, ao pagamento de despesas com sua defesa.

O PT teme a prisão de Aécio por razões bastante óbvias: acaba com a narrativa do partido de que a Lava Jato é seletiva, que representa uma cruzada tem por objetivo exclusivo prender o ex-presidente Lula e impedi-lo do concorrer à Presidência em 2018. A prisão de Aécio tira da militância o argumento sustentado por Lula e pelo PT desde o início da Operação Lava Jato e todos ficariam numa situação bastante incômoda em ir para as ruas protestar contra a prisão de Lula, num cenário em que nenhum brasileiro iria para as ruas protestar contra a prisão de Aécio.



O argumento de que não querem deixar Lula concorrer à Presidência tem sido ostensivamente explorados pelos representantes da esquerda brasileira, inclusive pelo próprio Lula, para tentar subverter a Lei da Ficha Limpa.

A lei prevê que qualquer pessoa que seja condenadas em órgão colegiado se torna inelegível.  A Lei da Ficha Limpa é vitória da democracia. É uma vitória da cidadania, da ética e do povo brasileiro. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao apelo da sociedade e a Corte acolheu  a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 30, ajuizada pela OAB, para declarar, por maioria de votos, a constitucionalidade da Lei Complementar 135/10 - a Lei da Ficha Limpa.

A Lei dá mais segurança para o eleitor, aos candidatos e principalmente para o processo democrático. A declaração de constitucionalidade da Lei Ficha Limpa vai além, e ajuda a avançar cada vez mais no processo de reforma política no país.

Lula afirma que "eles não querem que eu seja candidato, pois se eles deixarem, sabem que eu vou ganhar a eleição".  Mas a questão não diz respeito apenas ao ex-presidente, que pode ser condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro antes de 2018. A Lei da Ficha Limpa é para todos e qualquer alteração em seus dispositivos abriria nma cancela para que bandidos de toda sorte pudessem concorrer a cargos eletivos.

Se o STF abrir uma exceção para Lula, estará abrindo automaticamente um precedente para que bandidos como Fernandinho Beira-Mar e Marcola, o chefe do PCC, José Dirceu, João Vaccari e outros condenados concorram para cargos como deputado, senador, prefeito, etc.

Neste cenário proposto por Lula e pelo PT, no qual um candidato deixe de ser inelegível por ter sido condenado por um colegiado, é perfeitamente possível vislumbrar quantos bandidos irão se eleger no Brasil, sobretudo nas comunidades mais carentes. Os criminosos condenados vão exigir na Justiça o mesmo direito eventualmente concedido a Lula.



Por mais que seja difícil acreditar que até o momento, o empresário e criminoso confesso Joesley Batista não tenha entregue nenhuma prova concreta contra o presidente Michel Temer, o desconforto do procurador-geral da República em relação a isso é um fato. Janot ainda está em busca de algo concreto para incluir na denúncia que pretende encaminhar ao STF contra Temer nos próximos dias. A Polícia Federal já entregou o relatório ao Supremo e não encontrou nada conclusivo contra o presidente (leia aqui).

Até o momento, Joesley também não entregou nenhuma prova contra os ex-presidentes Lula e Dilma, apesar de ter se fartado com o dinheiro público graças aos esquemas de corrupção com os governos petistas, conforme ele próprio admitiu. O que comprova que Joesley não entregou absolutamente nenhuma prova contra os petistas é que até o momento, a Polícia Federal não realizou nenhuma diligência contra Lula, Dilma, Guido Mantega e outros citados. Nenhum dos integrantes da cúpula do PT foram intimados para depor.

Além dos benefícios generosos auferidos pelos irmãos Batista, praticamente nada de concreto aconteceu até o momento, exceto o envolvimento do senador afastado Aécio Neves, de sua irmã Adrea neves e de um primo. Todos os três estão em suas casas neste momento. Até o momento, Joesley só entregou para a Justiça a lista com as delações oficiais da JBS a políticos, o que não incrimina absolutamente ninguém.

Apesar de todos estes fatos extremamente constrangedores aos olhos da nação, o procurador Rodrigo Janot e o ministro do STF, Edson Fachin, ainda se comportam com extrema irritação quando são questionados sobre o acordo com os criminosos da JBS, onde os bandidos e os citados ainda estão todos soltos e o Brasil aguardando sair alguma coisa de toda esta trapalhada.

A enrolação continua. O empresário Joesley Batista presto depoimento nesta quarta-feira (21), na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, para esclarecer os esquemas criminosos que participou com os governos do PT nos contratos firmados entre o frigorífico JBS e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O caso é investigado pela Operação Bullish, da PF, que foi deflagrada em 12 de maio.

Caso nada seja esclarecido, nenhuma prova concreta e irrefutável contra os envolvidos seja apresentada o quanto antes, não haverá mais justificativas para manter os benefícios indecentes concedidos aos bandidos da JBS em seu acordo de delação premiadíssima. Está passando da hora da Justiça justificar o acordo e acabar com toda esta enrolação de Joesley. 



A maioria absoluta dos investigados que vão parar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro recorre para transferir seus processos para outras instâncias. Entre as alegações dos suspeitos, a de que o juiz é suspeito, que não tem competência para julgar o caso e que não é um juiz imparcial. Mas a verdade é uma só: Moro é o juiz mais temido do Brasil justamente pelo fato de ser honesto e muito competente.

As chaces de se safar de uma condenação na 13ª Vara Federal de Curitiba são bastante remotas, já que Moro acolhe denúncias impecáveis e brilhantemente formuladas pelos membros da força-tarefa da Operação Lava Jato, composta por investigadores, Policiais Federais, auditores, peritos e demais membros do Ministério Público Federal do Paraná. Algo bem distante da Lava Jato de Brasília, onde a influência política e os favores devidos por membros do judiciário colocam em dúvida a imparcialidade das decisões.

Todos os corruptos tentam fugir de Sérgio Moro com recursos no STF. Marcelo Odebrecht já tentou. Cunha, Palocci, Vaccari, e outros tantos. Mas ninguém mais que o ex-presidente. Lula tentou escapar do magistrado centenas vezes e acabou conseguindo, em alguns casos. Eles tentam por que sabem que existem ministros dispostos mandar recolher seus processos da mesa do juiz Moro.



As expectativas em torno da sentença a ser proferida pelo juiz federal Sérgio Moro acerca do processo referente ao apartamento triplex em Guarujá (SP), no qual o ex-presidente Lula figura como réu são de que o magistrado irá condenar o petista por boa parte dos crimes que figura como protagonista no processo.

Lula é acusado de três atos de corrupção e de ter cometido o crime de lavagem de dinheiro em 48 oportunidades nesta ação penal. Mas independentemente da pena a ser imposta ao petista, em caso de condenação, o juiz Sérgio Moro deve impor o bloqueio de bens do réu no valor de R$ 3,7 milhões. Este é o valor que Lula é acusado de ter recebido em propina da empreiteira OAS, pelo triplex, as obras no imóvel e de vantagens como o custo do armazenamento de objetos levados da Presidência da República, que também foram bancados pela empreiteira.

Após receber as alegações finais dos advogados de defesa de Lula, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, pode dar a sentença a qualquer momento a partir desta quarta-feira (21).

Não existe um prazo definido para Moro condenar e, eventualmente, mandar prender ou, por outro lado, absolver Lula. Esta também não será a única oportunidade que Moro terá para condenar o absolver Lula. O processo referente ao tríplex de Guarujá (SP) é o primeiro de todos os que recaem contra o petista a chegar na fase das alegações finais. Além dos inquéritos em andamento e de eventuais pedidos de indiciamento por parte do Ministério Público Federal, o ex-presidente também responde criminalmente em outras quatro ações que tramitam na Justiça Federal do Paraná, Distrito Federal e São Paulo.



A Polícia Federal escolheu um termo bastante complexo para definir em seu relatório da Operação Patmos a indicação 'com vigor' de pairam indícios sobre o envolvimento do presidente Michel Temer nos esquemas de corrupção com a JBS.

No relatório parcial enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 19, os investigadores afirmam que, pelos elementos reunidos no inquérito ‘são incólumes as evidências’ da prática de corrupção passiva por parte de Temer e de seu ex-assessor especial Rodrigo da Rocha Loures.

Incólume pode ser uma referência ao estado inicial da investigação ou mesmo da acusação feita pela Procuradoria-Geral da República, com base nos depoimentos de Joesley Batista e na ação "controlada" realizada pela PF e combinada com os delatores da JBS para flagrar Rocha Loures recebendo uma mala com R$ 500 mil. Segundo a acusação dos criminosos confessos da JBS, aquele dinheiro seria para Temer.

Daí o uso do termo "Incólume", intacto, que não foi mexido, que está preservado, que não sofreu modificações. Ou seja, como a PF não conseguiu chegar a nenhuma conclusão, manteve-se a linha inicial da investigação, que foi usada para a apresentação do relatório em tempo hábil.

A própria PF esclarece a questão no documento, e afirma que foi dada tanto a Rocha Loures quanto a Temer a oportunidade de “esclarecer diversos fatos”, mas o presidente optou por não responder às mais de 80 perguntas feitas pela instituição. Rocha Loures também se manteve em silêncio ao ser interrogado. Isto significa que a investigação não chegou a ponto algum e que o relatório consiste apenas na situação inicial, ou seja, nada foi esclarecido. Deste modo, como as coisas permaneceram do mesmo modo, sem avanços, incólumes, o relatório empresta o termo para manter as suspeições iniciais contra os investigados.

Diz no relatório da PF: “Diante do silencio do mandatário maior da Nação e de seu ex-assessor especial, resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a pratica de corrupção passiva”. Em outras palavras, até este ponto da investigação, o silêncio de Temer deixa “incólumes” evidências de corrupção, admite a PF, confirmado que o relatório é baseado apenas nas "evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos". "São estes os fatos (originais dos autos) e a leitura que se impõe", assinala o Delegado da Polícia Federal Thiago Machado Delabary.

‘INCÓLUMES AS EVIDÊNCIAS’ é o título do relatório da pf - pág. 72 (aqui)


Diante dos fatos, ou da ausência deles, a Polícia Federal se viu forçada a dar credibilidade a um criminoso confesso e assinala no documento que o executivo da JBS Ricardo Saud, "foi categórico ao afirmar" que esse dinheiro ia ser repassado ao presidente da República.

De acordo com a Lei, o silêncio pode significar admissão de culpa. É a velha máxima do "quem cala consente". Mais adiante, é perfeitamente possível compreender a natureza do silêncio momentâneo de Temer em relação aos fatos. Mas isto não é suficiente para subestimar a inteligência de um dos mais renomados advogados do país, com mais de 400 mil livros vendidos.

Ainda na questão do silêncio de Temer e na opção da Polícia Federal em usar o termo 'incólume", é preciso considerar que, ainda que acusado tenha exercido o direito de permanecer em silêncio, no entender dos membros do judiciário isto significa que o acusado não quis apresentar sua versão.

De acordo com o Advogado Aury Lopes Jr e o juiz de direito Alexandre Morais da Rosa, este tipo de postura representa uma ‘frustração de expectativas’, ou seja, o juiz, como ser-no-mundo, é alimentado pela ‘curiosidade’ e movido pelo ‘desejo’, portanto, o silêncio do acusado é um tapa no conjunto de expectativas criadas pelo julgador. O exercício de seu silêncio é tomado como uma confissão silenciosa da culpa. A Constituição da República garante o direito ao silêncio (artigo 5º, inciso LXIII), na linha do devido processo legal substancial, afinal ninguém seria obrigado a produzir prova contra si mesmo. Mas o exercício do direito é mais complexo.

 Compreendendo o processo como jogo de informação, a atitude do acusado em permanecer em silêncio ainda encontra forte resistência dos agentes processuais que muitas vezes entendem o exercício do direito como uma forma de desrespeito. Muitos magistrados e membros do Ministério Público tomam o exercício do direito como uma forma de depreciação com suas funções, uma forma “indolente” ou “inatural” de comportamento, quando não invocam, ainda, o não recepcionado artigo 186 do Código de Processo Penal conforme se infere: “O juiz criminal não se pode permitir nenhuma ingenuidade no exercício de suas funções (...) O silêncio do réu não implica em confissão, mas é significativa a atitude de quem, preso e acusado injustamente de crime gravíssimo, prefere manter-se calado, pois a reação natural de qualquer pessoa inocente é proclamar veementemente a sua inocência, esteja onde estiver.” (TRF-4, Ap. Criminal 6.656, julgado em 12/11/2001).

Ocorre que o silêncio de Temer pode ser algo meramente oportuno. Por estar envolvido em uma trama que, de acordo com as alegações do próprio presidente, não sabe o que se passou do "outro lado", Temer pode ter adotado a postura de aguardar que o rompimento do silêncio ocorra na outra parte, neste caso, seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

Sendo culpado ou não, Temer pode ter adotado a postura de aguardar a manifestação do ex-assessor justamente na expectativa de que este venha a inocentá-lo. Além de evitar formular acusações infundadas ou improcedentes, Temer pode estar demonstrando, com seu silêncio, a expectativa de que cabe à outra parte prestar os devidos esclarecimentos, já que foi ele, Rocha Loures, quem recebeu a mala contendo os R$ 500 mil.

Temer poderia especular que, durante esta ação controlada e combinada entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os criminosos da JBS, efetuar um flagrante que o incriminasse de alguma forma. De fato, coube aos criminosos confessor Joesley Batista e Ricardo Saud atrair Rocha Loures para a situação que caracterizou o flagrante. Neste caso, plausível sob o ponto de vista jurídico, o silêncio de Temer pode significar uma tentativa de fazer ilações sobre o que teria ocorrido de fato e quais seriam as reais motivações de Rocha Loures em aceitar aquele dinheiro.

Não há como ignorar a possibilidade de Joesley Batista ter usado o ardil para conseguir um belo acordo de delação premiada. O criminoso pode perfeitamente ter prometido a Janot entregar provas sobre a corrupção de Temer e sem que o presidente soubesse, ter usado seu ex-assessor para armar toda a situação. Como Janot aceitou firmar o acordo de delação, baseado em suas convicções de que aquilo era o certo a ser feito, acabou se vendo forçado a tentar tornar reais suas convicções.

Para o procurador, o mais frustrante não é exatamente o silêncio de Temer, mas sim o receio de descobrir que foi usado por Joesley Batista.

Jano deve estar bastante preocupado com uma parte bastante desconcertante do documento entregue pela Polícia Federal ao STF: "Diante do silêncio do mandatário maior da nação e de seu ex-assessor especial [Rocha Loures]", salienta o relatório policial, "resultam incólumes as evidências" da "prática de corrupção passiva".



O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos deve estar bastante intrigado com as controvérsias em torno do verdadeiro dono da cobertura triplex do Edifício Solaris, no Guarujá.

O ex-presidente Lula é réu em uma ação penal em fase final de conclusão, na qual é acusado de ser o verdadeiro dono do Triplex. Lula repudia com veemência esta acusação e contratou até advogado para dizer que o triplex não é dele.

Já o ex-presidente da OAS, que concluiu as obras do prédio, diz que deu o apartamento a Lula em troca de contratos superfaturados com a Petrobras.

O advogado de Lula, confuso em meio a toda esta confusão, resolveu afirmar nas alegações finais do processo contra seu cliente que o apartamento não é de Lula nem da OAS, mas sim da Caixa Econômica Federal.

Ao tomar conhecimento do rolo, a Caixa Econômica emitiu uma nota negando que é a dona do Triplex e refutou qualquer possibilidade neste sentido.

João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) garantiu para Guilherme Boulos, dos Sem Teto, que o triplex não é de Lula. Boulos deve estar bastante tentado a chamar sua turma para invadir o tal do triplex que não é de ninguém. O que ele está esperando afinal?



O ex-presidente Lula já está todo atrapalhado na Lava Jato e enfrenta sérias dificuldades em se defender das graves acusações que pesam contra ele. Como se não bastasse, o petista conta ainda com os serviços de um advogado pra lá de atrapalhado. Parece até coisa de ficção, mas Cristiano Zanin Martins reservou uma de suas falhas mais graves para o gran finale, justamente no momento de apresentar as alegações da defesa do petista no famoso caso do "tríplex do Guarujá".

Para provar que a OAS não poderia dar o apartamento 164 A, do edifício Solaris, ao ex-presidente , Zanin alegou que o referido imóvel está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.

 Até aqui, a alegação de Zanin já representa um grande trapalhada. A possibilidade da OAS ter ou não passado Lula para trás, e ter alienado o imóvel a outrem, não significa que o acordo em torno do repasse do apartamento ao petista em troca de contratos superfaturados com a Petrobras não existiu.

Mas segundo o ex-presidente da OAS e ex-amigo de Lula, Léo Pinheiro, a história não é bem essa. O empresário reafirmou na terça-feira, 19, que o ex-presidente Lula é o real proprietário do apartamento do Guarujá.

“O triplex nunca foi posto à venda porque já tinha um dono e que as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa”, confirmou Léo Pinheiro por meio dos advogados José Luis Oliveira Lima, Rodrigo Dall’Acqua e Carolina Piovesan.

Para piorar a situação, a Caixa informou que o referido imóvel nunca pertenceu ao banco, uma vez que a instituição nunca executou qualquer garantia oferecida pela OAS. Segundo a Caixa, não há qualquer possibilidade legal ou contratual de que o apartamento 164 A, do edifício Solaris, tenha algum dia pertencido ao banco.

Segundo jurista,  Zanin não tinha necessidade nenhuma de tentar demonstrar qualquer brilhantismo neste caso, tentando encontrar cabelos em ovos. As alegações finais representam a peça mais importante de qualquer processo. Fontes ligadas ao ex-presidente informam que o petista não ficou nada satisfeito com a situação. "O Lula está tão ressabiado, que se um pombo bater na janela, ele infarta".



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o homem que celebrou o acordo de delação premiadíssima dos criminoso confesso Joesley Batista, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro Edson Fachin, o que homologou o acordo dos sonhos, continue como único responsável pela delações premiadas do sortudo da JBS.

Bandidos contumazes e especializados em arrancar dinheiro do contribuinte com a ajuda de corruptos como Lula e Dilma, Joesley e Wesley Batista, além do executivo Ricardo Saud e outros funcionários da JBS, tiraram a sorte grade. Após transformar um o pequeno frigorífico Friboi na gigante mundial J&F, conseguiram fecharam acordo de delação premiadíssima com o Ministério Público Federal. graças a generosidade do procurador Janot. Complementando a dobradinha, Fachin também foi rápido e homologou o acordo dos sonhos de qualquer criminoso.

Nesta terça-feira, 20, Janot pediu que o STF mantenha seu parceiro Fachin na relatoria do acordo de delação da JBS. Janot termina seu mandato na PGR em setembro e até parece preocupado que a relatoria do caso vá parar nas mãos de um ministro que não seja de sua confiança. Parece até que tem alguma coisa combinada entre eles e os bandidos da JBS que precisa ser mantido, viu?


No documento enviado ao STF, Janot justificou sua preferência por Fachin e alegou que as delações da JBS se referem a diversos procedimentos dos quais o parceiro já é relator, entre os quais a delação de Fábio Cleto, que revelou fraudes no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Além disso, Janot ressaltou que Fachin também é o relator dos inquéritos que apuram a existência de supostas quadrilhas formadas na Câmara e no Senado para desviar dinheiro da Petrobras.

"Todos esses procedimentos, embora não tratem diretamente dos crimes praticados contra a Petrobras, são da relatoria do ministro Edson Fachin e, em razão disso, a ele deveria ser encaminhado, por prevenção, para o conhecimento da colaboração premiada para fins de homologação, como de fato foi feito", disse Rodrigo Janot.

"Portanto, fica evidente que boa parte dos fatos narrados nas colaborações premiadas dos executivos do Grupo J&F influem na prova de outras infrações em procedimentos apuratórios vinculados ao gabinete do ministro Luiz Edson Fachin", acrescentou Janot, deixando claro que não confia em nenhum dos ministros do STF. Vai que...

É claro que Fachin, adorador de Dilma e do MST, jamais deixaria que algo respingasse na musa do comunismo tupiniquim. Acompanhe no vídeo abaixo:



O ex-presidente Lula alega tem desesperadamente que o juiz Sérgio Moro não tem provas suficientes parra condená-lo. A defesa do petista já fez de tudo para tentar atribuir a propriedade do triplex do Guarujá a outros donos, alegou que as obras feitas no imóvel e no sítio em Atibaia foram agrados e que os gastos de R$ 1.3 milhão com o transporte e armazenagem dos objetos que Lula trouxe de Brasília ao fim de seu mandato foi apenas um "incentivo cultural".

Todas estas alegações fariam realmente algum sentido, O problema de Lula é que seu cúmplice em todos os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relativos a esta ação penal confirmou que tudo fez parte de um esquema criminoso de repassar propinas para Lula de forma dissimulada. O ex-presidente da OAS e ex-amigo de Lula, Léo Pinheiro confirmou que todos os repasses ao ex-presidente foram feitos em contrapartida por contratos superfaturados obtidos pela empreiteira com a Petrobras.

Em seu depoimento nesta segunda-feira, 19, "Léo Pinheiro confirmou que o triplex nunca foi posto à venda porque já tinha um dono e que as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa. O projeto de reforma foi aprovada na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo.

Esclareceu que o triplex, bem mais caro que o apartamento efetivamente adquirido, não seria um presente. Os valores gastos pela OAS eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com a anuência do seu maior líder partidário. Adiante serão expostos as provas e os esclarecimentos de Léo Pinheiro sobre a real propriedade do triplex, suas reformas e o pagamento por meio de propinas".

É simples assim. A defesa de Lula faria algum sentido, até mesmo na cabeça do juiz Sérgio Moro, se o principal cúmplice do ex-presidente se mantivesse em silêncio sobre os verdadeiros propósitos dos repasses milionários. Se uma dupla de ladrões roubam algo, e nenhum dois dois admitem o crime, fica difícil para a Justiça comprovar os delitos. Já com a confissão de um dos partícipes da atividade criminosa, torna-se impossível eximir o outro criminoso de sua participação nos crimes. Ainda mais se tratando da parte que colheu os benefícios da atividade criminosa.

Moro tem exatamente estes elementos em suas mesa. O crime, os envolvidos, a prova material do crime e a confissão de um dos criminosos. As vítimas dos crimes são todos os brasileiros.

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